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Segundo analistas do UBS, Bradesco e Itaú têm exposição de cerca de R$ 1 bi ao risco "X"

Agência Estado

Possíveis perdas dos bancos privados de capital aberto no Brasil com as empresas X poderiam ocorrer, num pior cenário, no segundo semestre deste ano e se estender por um ou dois trimestres, conforme relatório do UBS Investment Research.

Eike Batista é visto caminhando ao lado de seguranças na Lagoa Rodrigo de Freitas, no RJ (junho de 2013)
Alessandro Buzas/Futura Press
Eike Batista é visto caminhando ao lado de seguranças na Lagoa Rodrigo de Freitas, no RJ (junho de 2013)

"Entre os bancos sob nossa cobertura, o Bradesco é o mais exposto para as empresas X e com um maior potencial de pressão nos lucros", avaliam os analistas Philip Finch, Frederic de Mariz e Mariana Taddeo, em documento enviado ao mercado.

Conforme cálculos dos analistas do UBS, os bancos Bradesco e Itaú têm exposição de pouco mais de R$ 1 bilhão ao risco "X", enquanto no Santander Brasil o valor chega a R$ 250 milhões.

Eles entendem que esses valores são subestimados, uma vez que não consideram o endividamento do Grupo EBX, que não tem ações listadas em bolsa, e demais instrumentos de dívidas das empresas X, como a emissão de debêntures.

Mas, também acreditam que a informação que circula no mercado de que a exposição, tanto para Bradesco quanto para Itaú, é de R$ 5 bilhões, está superestimada. Eles avaliaram ainda o tamanho do impacto nos resultados dos bancos em 2013 em caso de calote do grupo X.

No Bradesco, o impacto nas provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, em 2013 poderia ser de aumento de 7,8% no caso de a exposição ser de R$ 1 bilhão, podendo chegar a um incremento de 39,1% considerando o pior cenário, de exposição de R$ 5 bilhões.