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Segundo o Datafolha, 54% das micro e pequenas empresas paulistas apresentaram aumento de custos em sua produção, chegando ao seu maior patamar em junho

A parcela de micro e pequenos empresários paulistas que esperam um aumento da inflação para os próximos meses subiu de 50% para 69% em junho na comparação mensal, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha para o Simpi (Sindicato das Micro e Pequenas Indústria do Estado de São Paulo), divulgada ontem (3) – a primeira após a onda de protestos que tomou conta das maiores cidades do País entre maio e junho. Dos entrevistados, apenas 4% preveem que a inflação vai diminuir e 27% acreditam que os preços ficarão estáveis.

Os empresários também apresentaram uma piora na avaliação da presidenta Dilma Rousseff, com 43% dos entrevistados considerando o seu governo ruim ou péssimo, um aumento de 24 pontos percentuais em comparação com os 19% registrados na pesquisa do mês de maio. 32% avaliam o governo Dilma como regular e 25% como ótimo ou bom.

Sobre o governador Geraldo Alckmin, 24% dos entrevistados o avaliam como ruim ou péssimo, contra 13% que o classificaram assim em maio. 44% dos empresários o avaliam como regular e 32% como ótimo ou bom.

Recorde de custos

54% das micro e pequenas empresas paulistas apresentaram aumento de custos em sua produção, chegando ao seu maior patamar em junho. O aumento foi de 14 pontos percentuais na comparação com o mês de maio, quando o índice apontava aumentos significativos para 40% das micro e pequenas empresas. O maior impacto foi causado pelo aumento de custo de matéria-prima e insumos (37%), seguido de mão de obra e salários (15%) e transporte e logística.

Para 40% dos empresários entrevistados, a expectativa é que haja novos aumentos de custos no mês de julho.

Já a parcela dos micro e pequenos empresários que dizem ter capital de giro mais que suficiente recuou de 11% para 3% entre maio e junho.

Inadimplência

Em relação ao nível de inadimplência das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo, a situação é avaliada como preocupante para 57% dos entrevistados, contra 61% em maio – queda de 4 pontos percentuais. 5% dos empresários acreditam que a taxa de inadimplência irá diminuir nos próximos meses, contra 23% que avaliam que vai aumentar e 57% que acreditam que ficará estável.

No entanto, 40% dos entrevistados avaliam positivamente a situação das empresas, mantendo o índice estável em comparação com o mês de maio.

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