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Caminhões que levam rações para propriedades rurais estão parados, prejudicando o abate

Agência Estado

Caixa com cortes de frango da Aurora
Divulgação
Caixa com cortes de frango da Aurora

Os protestos de caminhoneiros, iniciados nesta segunda-feira (dia 1º), em todo o País, estão prejudicando a produção da Coopercentral Aurora Alimentos, em Chapecó (SC), que registra queda no faturamento de R$ 5 a R$ 6 milhões ao dia.

-Veja também: caminhoneiros mantêm protestos e bloqueiam rodovias em oito Estados

"Temos animais —suínos e frangos— que estão em jejum há 24 horas porque a ração não chega nas granjas. O duro é que daqui a 30 dias (frangos) ou 44 dias dias (suínos), quando dura o ciclo de engorda dos animais, os abates não terão como ser realizados", disse o diretor de agropecuária da empresa, Marcos Antônio Zordan.

Nesta segunda-feira (dia 1º), a Aurora já havia informado que os caminhões que levam rações para as propriedades rurais e os que transportam aves, suínos e leite in natura estão sendo retidos nas barreiras montadas pelos caminhoneiros nas rodovias.

A Aurora possui um plantel permanente de 25 milhões de cabeças de aves e 950 mil de suínos. Os mais de 15 mil produtores integrados (4.050 de suínos, 2.600 de aves e 8.500 de leite) estão sem receber rações —a necessidade diária para a nutrição dos animais é de 3,5 mil toneladas por dia. O fornecimento de leite in natura para a indústria de lácteos de Pinhalzinho também está obstruída.

"Nesse momento, paramos as atividades das fábricas de São Miguel do Oeste, que abate 1,9 mil suínos/dia; as de Maravilha, cujo abate é de 145 mil frangos/dia, e a de rações de Cunha Porã. E se a paralisações continuarem, podemos fechar mais fábricas", informou. As unidades que podem ter suas atividades suspensas são Pinhalzinho (lácteos), Xaxim (aves), Guatambu (aves), Quilombo (aves) e três em Chapecó (todas de suínos).

"Agora que lutamos para abrir o mercado do Japão para os suínos in natura, corremos o risco de não conseguimos atender à demanda", disse Zordan. "A empresa foi uma das que apoiaram o novo projeto de lei para a profissão e agora está sendo muito prejudicada. Esperamos a compreensão dos caminhoneiros e que eles voltem a trabalhar o mais rápido possível", completou.

Na manhã desta terça-feira (2), caminhoneiros voltaram a bloquear rodovias em sete Estados (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo). Na segunda (dia 1º), nove Estados registraram protestos. O acesso ao Porto de Santos (SP) foi dificultado tanto segunda (dia 1º) quanto terça-feira (2).

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