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Organização de ensino profissional vai abrir 24 institutos de inovação para desenvolvimento de pesquisa focada na indústria

Uma instituição fundada na Alemanha em 1948, após a 2ª Guerra Mundial, foi escolhida pela indústria brasileira como modelo para a criação de uma rede de 24 institutos de inovação no País. Esses centros de pesquisa e desenvolvimento trabalharão para as empresas e terão a missão de melhorar a competitividade do setor.

“Em lugar algum a inovação está na universidade. Inovação é como se ganha dinheiro com desenvolvimento. E isso acontece na empresa”, diz Fernando Lucchese, diretor do Senai nesta segunda-feira (1º) em Berlim, na Alemanha, durante visita de presidentes de federações de indústrias de 14 Estados a um dos 66 institutos alemães Fraunhofer, que servirão de inspiração para os que serão instalados no Brasil.

Objetivo da parceria é aumentar a oferta de laboratórios que atenderão desde pequenas a grandes empresas
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Objetivo da parceria é aumentar a oferta de laboratórios que atenderão desde pequenas a grandes empresas

Assim como ocorre na Alemanha, a ideia é que esses novos centros do Senai façam pesquisas aplicadas tanto de produtos como de processos e ofereçam tecnologia para testes em laboratórios. Esse trabalho serve às grandes empresas, que embora tenham setores que investem em desenvolvimento vão poder usufruir de uma estrutura mais ampla para otimizar suas atividades, e pequenas e médias, que normalmente não têm condições de investir nisso.

O modelo de financiamento de projetos também será parecido com o usado no Fraunhofer. Um terço caberá ao governo, um terço ao próprio instituto e a uma última parte para a empresa que está encomendando a pesquisa.

“O Instituto Fraunhofer é a melhor experiência de cooperação entre indústria e pesquisa que conhecemos”, diz Lucchese, que acredita que os centros vão dar condições para o setor brasileiro se tornar mais competitivo. “A indústria brasileira não tem tradição de inovação. Os governos apoiam inovação porque essa é a principal alavanca da competitividade”, explica.

Embora esses institutos não tenham a pretensão de se tornarem universidades, eles terão centros de formação e contratarão pesquisadores vindos da academia para realizar as pesquisas focadas na indústria. Para formar profissionais para a rede, o Senai vai enviar 1 mil pessoas para universidades no exterior pelo programa de bolsas Ciência sem Fronteiras.

Segundo o Senai, 14 centros estão em fase adiantada de implantação, dos quais oito devem estar funcionando até o fim de 2014. O primeiro a ser inaugurado será o do Paraná, de eletroquímica. Todos os outros projetos têm previsão de inauguração em 2016. Além dos centros de inovação também serão abertos 66 institutos de tecnologia, que prestarão serviços de laboratório e consultorias técnicas. O investimento para a implantação da rede é de R$ 3 bilhões, sendo que R$ 2,5 bilhões são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

* viajou a convite da Confederação Nacional da Indústria

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