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O primeiro café processado para comer, lançado pela SPA, já pode ser encontrado em estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul

Brasil Econômico

Um dos produtos mais consumidos pelos brasileiros, o café ganha uma nova versão: a comestível. Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o Brasil, além de ser um dos principais produtores do mundo, foi também o maior consumidor per capita em 2012, com 4,98 quilos por habitante, superando países como Itália, França e Estados Unidos.

Café ganha versão comestível
Thinkstock/Getty Images
Café ganha versão comestível

Lançado no fim do ano passado pela fabricante SPA, de Vila Velha (ES), o primeiro café processado para comer - que lança uma nova categoria para o setor, chamada de Cafene - tem sido bem aceito.

“Com o novo produto, já vimos nosso faturamento crescer cerca de 40%. A expectativa para o fim do ano é dobrar o valor alcançado em 2012, de R$ 12 milhões”, comemora Renato Abaurre, diretor da empresa. O café comestível já pode ser encontrado em supermercados e varejistas de estados como São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Com esta nova opção, o “pretinho básico” pode alçar novos voos e chegar de uma maneira a um mercado com grande potencial: o de confeitaria. “Até aqui, praticamente todo o café consumido no mundo era como bebida. Ele pode ser enquadrado agora dentro do segmento gastronômico também como comida, podendo ser consumido em qualquer lugar. É um marco na história do café e me orgulho de ser pioneiro no Brasil”, diz Abaurre. A nova versão do cafezinho pode ser usada nos mesmos produtos de confeitaria que são feitos a partir de chocolate, como brigadeiro, bolos e pudins.

As marcas Coffee Beans, para o consumidor final, e Coffee Coins, para profissionais de gastronomia, chegam ao mercado com os sabores expresso, cappuccino e café com leite. “Os produtos são feitos de massa de café integral obtida a partir do processamento do café Premium 100% Arábica”, explica o executivo, acrescentando que seu parque fabril tem já tem capacidade para produção de 150 toneladas mensais, mas que atualmente são produzidas cerca de 80 toneladas. “Temos potencial de expandir rapidamente”.

Abaurre adianta que apesar de ainda não ter nenhum contrato fechado, países como Itália, Japão e Holanda já apresentaram interesse no produto brasileiro, patenteado pela SPA. “Nossas expectativas são muito boas, agora temos que pensar nos desdobramentos do produto e novas aplicações. Uma nova linha está a caminho”, adianta ele, sem dar mais detalhes.

A história do café comestível pode ser comparada à do cacau, consumido apenas como bebida até 1847, quando a empresa de Joseph Fry, utilizando cacau em pó, açúcar e manteiga de cacau, fez o primeiro chocolate para comer. “A analogia com a história do chocolate está em algumas embalagens”, ressalta o executivo. Por enquanto, a divulgação dos produtos tem sido feita apenas nos postos de venda e pelo Facebook.

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