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Avaliação ocorre 1 ano após plano de aviação para pequenas e médias cidades ser lançado

Agência Estado

As principais companhias aéreas brasileiras —TAM, GOL, Avianca e Azul— estudam com atenção o potencial do mercado de aviação regional. A Azul, empresa que hoje possui a maior malha doméstica, com mais de cem destinos atendidos, mapeou mais de cem aeroportos regionais, segundo informou o diretor de relações institucionais, Victor Celestino.

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Já o diretor de assuntos regulatórios da TAM, Basílio Dias, disse que a companhia "está realizando grandes estudos internos sobre isso", mas não revelou quantos aeroportos foram identificados para potencialmente operar. Ele lembrou que a TAM nasceu como uma empresa regional e tem vocação para isso.

A Gol apoia a aviação regional e observa com atenção o desenvolvimento do plano elaborado pelo governo
Futura Press
A Gol apoia a aviação regional e observa com atenção o desenvolvimento do plano elaborado pelo governo

O presidente da Avianca, José Efromovich, também revelou que a companhia está estudando a aviação regional, mas disse que não há um plano definido de quais destinos poderiam ser atendidos. Ele lembrou que, quando ainda se chamava OceanAir, a Avianca chegou a voar para quase 60 destinos, mas que alguns foram abandonados por causa da infraestrutura e do uso de aeronaves maiores.

A Gol, por sua vez, disse que "apoia" a aviação regional e observa com atenção o desenvolvimento do plano elaborado pelo governo para o segmento. Mas a entrada efetiva neste mercado só ocorrerá se for condizente com a operação, que atua apenas com aeronaves 737.

"Esse é o modelo de negócios da companhia. Para nós, o que é extremamente importante é que a empresa seja percebida como a que tem melhor horário, melhor nível de serviço e menor preço", disse o assessor da presidência da companhia, Alberto Fajerman, salientando que no plano de negócios, o uso de único modelo de avião é mais importante que a variação da malha.

O governo federal lançou no ano passado um plano de aviação regional voltado para cidades pequenas e médias, a fim de desafogar os aeroportos dos grandes centros. O plano inicial é desenvolver 270 aeroportos, que devem consumir cerca de R$ 7 bilhões.

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