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Segundo a gestão da petroleira espanhola, oferta de US$ 5 bilhões é "insatisfatória"

Agência Estado

Espanhola acredita que a avaliação
Reuters
Espanhola acredita que a avaliação "foi construída com base em ativos sobrevalorizados"

O Conselho de Administração da Repsol rejeitou por unanimidade, nesta quarta-feira (26), a proposta de US$ 5 bilhões do governo da Argentina para compensar a empresa pela expropriação, no ano passado, da sua fatia de 51% na YPF.

-Veja também: lucro da Repsol sobe 47% com aumento de produção de petróleo

Segundo a gestão da petroleira espanhola, a oferta é "insatisfatória". A proposta do governo argentino daria à Repsol uma participação de 47% em uma nova companhia com direitos de exploração de 6,4% no campo de Vaca Muerta, além de US$ 1,5 bilhão em dinheiro e bônus, que só poderiam ser investidos no projeto.

Segundo a Repsol, o valor de US$ 5 bilhões foi estimado pela Argentina. Entretanto, a espanhola acredita que a avaliação "foi construída com base em ativos sobrevalorizados, com valores longe daqueles praticados no mercado em transações recentes".

Além de a oferta ter sido considerada "insatisfatória", se a Repsol aceitasse a proposta, teria de desistir de um processo legal de US$ 10,5 bilhões contra o governo argentino. Mais cedo, a empresa disse que gostaria de novas negociações com a administração da presidente Cristina Kirchner.

"Nós esperamos que o governo argentino mantenha uma atitude aberta ao diálogo, negociando por meio dos canais corporativos adequados, com a serenidade necessária e o equilíbrio que representa uma compensação justa e o fim dos processos sobre essa expropriação", disse a empresa, em nota. 

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