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Os papéis da mineradora acumulam queda de mais de 70% desde o início do ano, em meio a uma desconfiança generalizada de investidores com as empresas do empresário

Reuters

A MMX, mineradora do empresário Eike Batista, está avaliando "oportunidades de negócios", incluindo a venda de ações do controlador da companhia e ativos para investidores nacionais e estrangeiros.

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A empresa informou em fato relevante nesta segunda-feira que "contratou assessores financeiros e iniciou um processo competitivo e organizado, focado em gerar valor para todos os seus acionistas".

Papéis da mineradora MMX, de Eike, acumulam queda de mais de 70% desde o início do ano
AE
Papéis da mineradora MMX, de Eike, acumulam queda de mais de 70% desde o início do ano

"O sucesso das operações estará sujeito aos riscos característicos de processos dessa natureza, às aprovações societárias das partes envolvidas, bem como de órgãos governamentais competentes", acrescentou o diretor-presidente da MMX, Carlos Gonzalez, em comunicado ao mercado.

As ações da MMX abriram em queda de 7% na bolsa paulista nesta segunda-feira, reagindo à notícia. Às 10h21, os papéis cediam quase 5%, a R$ 1,21, enquanto o Ibovespa tinha perda de 1,83%.

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Os papéis da mineradora acumulam queda de mais de 70% desde o início do ano, em meio a uma desconfiança generalizada de investidores com as empresas de Eike - que não têm conseguido entregar os resultados prometidos.

Eike tem 59,3% do capital da MMX, segundo o site da companhia. A chinesa Wisco detém 10,5% das ações e a SK Networks, que faz parte do SK Group, um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul, 8,8%. Os demais 21,4% são detidos por outros acionistas.

Além de projetos de exploração de minério de ferro em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a MMX constrói atualmente um porto para escoamento da produção, no litoral do Rio de Janeiro. A mineradora está realizando um plano de revisão de investimentos que tem previsão para ser concluído neste mês.

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A expansão de Serra Azul, em Minas Gerais, prevista para o segundo semestre de 2014, deverá ser adiada em um ano por dificuldades de obtenção de crédito e de licenciamento, disse em abril o presidente da companhia. O projeto, com estimativa de produção de 29 milhões de toneladas por ano, é fundamental para a empresa.

O projeto de Serra Azul está paralisado por um procedimento do Ministério Público de Minas Gerais junto à empresa, dificultando a obtenção de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A indefinição sobre a barragem de rejeitos há meses aflige analistas de mercado que acompanham a MMX, pois um empréstimo bilionário do BNDES fundamental ao projeto de R$ 4,8 bilhões depende, entre outras questões, do licenciamento.

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