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Segundo o conselho, os autos de infração foram aplicados em virtude de "enganosidade"

Reuters

Gabriel Mário Rodrigues, sócio da Anhanguera
TV iG
Gabriel Mário Rodrigues, sócio da Anhanguera

A Anhanguera informou nesta sexta-feira (21) que ainda não foi notificada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) dos autos de infração que totalizam R$ 4 milhões e refuta as acusações.

-Veja também: Cade multa Grupo Anhanguera Educacional em R$ 4 milhões

O Cade afirmou que os autos de infração de quinta-feira (20) foram aplicados em virtude de "enganosidade" —declaração incompleta ou incorreta de informações— no caso da compra da Nova Tec e do Instituto Grande ABC pela Anhanguera, já aprovada pelo órgão antitruste.

A "enganosidade" refere-se à participação acionária de Gabriel Rodrigues e Angela Rodrigues.

Segundo a companhia, a participação societária de Gabriel Rodrigues e da Família Rodrigues "foi devidamente informada ao Cade" e representava à época cerca de 75% do Fundo de Educação para o Brasil – Fundo de Investimento em Participações ("FEBR"), que, por sua vez, detinha 17% do capital social da Anhanguera.

Gabriel Rodrigues não exercia cargo de administração na companhia no momento da notificação ao Cade e segundo a Anhanguera, esta situação foi alterada em abril de 2013 e devidamente comunicada ao órgão.

"Já Angela Rodrigues, na data da notificação da referida operação, era conselheira da companhia, porém não ocupava qualquer cargo na administração na Universidade Anhembi Morumbi ou sua controladora, diferentemente do alegado pelo Cade", disse a empresa, em nota.

Angela foi administradora da Anhembi Morumbi até 30 de abril de 2007 e foi conselheira da Anhanguera de maio de 2009 a abril de 2011.

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