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Porta-voz disse que o grupo iria fechar a empresa Solel no início do próximo ano. A empresa acumulou perdas de cerca de € 1 bilhão desde que a Siemens a comprou em 2009

Reuters

A Siemens tentou vender a Solel por 7 meses
Getty Images
A Siemens tentou vender a Solel por 7 meses

O conglomerado industrial alemão Siemens está fechando o último de seus negócios de energia solar após não ter conseguido encontrar um comprador, informou a companhia nesta segunda-feira.

Confirmando informação do jornal alemão Handelsblatt, um porta-voz da Siemens disse que o grupo iria fechar a empresa Solel no início do próximo ano. A empresa israelense acumulou perdas de cerca de € 1 bilhão (US$ 1,33 bilhão) desde que a Siemens a comprou em 2009, incluindo uma baixa de todos os preços de compra.

A Siemens passou sete meses tentando vender a Solel, que produz componentes utilizados em usinas de energia solar e térmica. Cerca de 280 funcionários serão afetados pelo fechamento, a maioria deles em Israel. O custo vai ficar na casa dos dois dígitos de milhões de euros, de acordo com a Siemens.

O novo campo que já foi promissor, com fortes taxas de crescimento, a indústria de energia solar está em nítido declínio na Alemanha, com os fabricantes chineses inundando o mercado global com painéis e componentes mais baratos. Várias empresas alemãs menores estão lutando para sobreviver ao ataque.

Veja também: UE impõe taxa antidumping a painéis solares chineses

Outro conglomerado industrial, a Bosch, está analisando vender ou fechar suas operações solares fotovoltaicas, após perder 2,4 bilhões de euros desde 2008. A empresa culpa, em parte, uma queda nos preços da energia dos EUA, causada por uma abundância crescente de gás de xisto.

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