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Com o aumento de explosões, fornecedores lançam novos produtos em briga de 'gato e rato'

O uso de tinta para marcar as notas em caso de explosões de caixas eletrônicos não inibiu novos ataques a terminais eletrônicos. De olho nisso, fornecedores de tecnologia continuam buscando uma solução. Agora, os caixas ganham monitoramento à distância e até paredes reforçadas.

É o caso do novo terminal da Itautec. A empresa conseguiu isolar a interface do terminal do cofre. O dispositivo fica agora atrás de uma parede, que pode ser reforçada.

A novidade exige mudanças arquitetônicas, e deve demorar de seis meses a dois anos para chegar ao mercado. Atualmente, está em fase piloto e é avaliada por três bancos, um deles multinacional. 

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A solução de tingir as notas em caso de explosões, argumentam as empresas de tecnologia, ainda é cara para os bancos, que não conseguem implantá-la rapidamente em todos os terminais. Desta forma, os criminosos ainda encontram espaço para continuarem atuando.

Caixa do Banco do Brasil: ataques continuam
Edu Fortes/AAN
Caixa do Banco do Brasil: ataques continuam

Uma caixa de tinta custa cerca de R$ 2,5 mil. Considerando que um terminal tem de seis a oito caixas, em média, a solução pode dobrar o custo de um terminal, que gira em torno de R$ 20 mil.

A Wincor, que já tinha soluções para monitoramento de informações, iniciou também o acompanhamento de segurança dos terminais no final do ano passado.

Com diversos sensores em todo o caixa eletrônico, é possível saber quando a máquina é empurrada e ativar o tingimento de notas de maneira remota quando ela atinge um inclinamento de 10º.

A tecnologia também previne fraudes, pois consegue, por meio de mudanças de temperatura e campo magnético, saber se o terminal recebeu um segundo teclado, ou foi instalado um aparelho no local onde o cartão é inserido com o intuito de copiar dados, conhecido como chupa-cabra.

"Também conseguimos tomar ações, como ativar uma câmera, quando constatamos que um cliente entrou ás 22h e ficou três minutos sem realizar transações", explica Inon Neves, diretor geral da Wincor.

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