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Consórcio integrado pela empresa brasileira ficou entre os quatro grupos finalistas para a licitação da obra, orçada em US$ 4,5 bilhões

Agência Estado

Odebrecht disputa obra de hidrelétricas na Argentina
Divulgação
Odebrecht disputa obra de hidrelétricas na Argentina

Em meio ao afastamento de empresas brasileiras do mercado argentino, a construtora Odebrecht foi a única brasileira selecionada pelo governo de Cristina Kirchner para disputar a obra de construção de duas usinas hidrelétricas no país. As ofertas abertas na terça-feira (11) pelo ministro de Planejamento, Julio De Vido, selecionou apenas quatro consórcios de empresas que permanecerão na disputa para a licitação das obras das usinas Néstor Kirchner e Jorge Cepemic, que pretendem somar 1.740 MW de potência na província de Santa Cruz.

Após a abertura das propostas, o consórcio integrado pela brasileira ficou entre os quatro grupos finalistas para a licitação da obra, orçada em US$ 4,519 bilhões. A empreiteira brasileira está associada à argentina IMPSA e à francesa Alstom. Os outros três consórcios foram formados entre a chinesa Gezhuoba Group e as argentinas Hidrocuyo e Electroingenieria; a espanhola Isolux e as locais Helport, Panedile, Eleprint e Ameghino. E, por último, a chinesa Sinohydro e as argentinas Iecsa, Esuco, Chediak e Austral Construções.

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O dono da Austral é o empresário Lázaro Baez, apontado pela imprensa local de ter atuado como testa-de-ferro de Néstor Kirchner, ex-presidente e marido da presidente Cristina Kirchner, que morreu em 2010. Por meio de uma série de reportagens de um programa de TV do Grupo Clarín, feitas pelo jornalista Jorge Lanata, Baez está sendo investigado por sonegação de impostos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros delitos. De acordo com os prazos, o governo deve anunciar os resultados da licitação em menos de um mês.

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