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Empresas nacionais têm interesse no correio, na TAP e em estaleiros de Portugal

Brasil Econômico

Presidenta Dilma Rousseff durante chegada a Lisboa
Roberto Stuckert Filho/PR
Presidenta Dilma Rousseff durante chegada a Lisboa

Oficialmente, a presidente Dilma Rousseff está em Lisboa, hoje, para participar da celebração do fim do ano Brasil em Portugal, um período de intensificação de intercâmbio cultural e empresarial entre os dois países. No entanto, o encontro da presidente com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, deve ter em pauta a política de privatização de Portugal, que atrai o interesse de investidores brasileiros. Além da visita auxiliar neste processo, acordos bilaterais devem ser discutidos, como a cooperação em pesquisas na área de nanotecnologia.

“A questão da privatização do Correio é muito interessante para o Brasil. O Correio de Portugal é dos mais adiantados do mundo. Acredito que não seria mal o Brasil pensar com bons olhos e investir”, afirma Paulo Elísio de Souza, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro. Vale lembrar que, além da CTT (correio português), empresários brasileiros estão de olho na privatização da TAP, companhia aérea, e na concessão dos estaleiros navais de Viana do Castelo.

Na chegada da comitiva do governo brasileiro, ontem, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel,afirmou que o BNDES auxiliará as empresas interessadas nas privatizações.

Durante o intercâmbio realizado por empresários dos dois países no ano Brasil em Portugal, algumas oportunidades de negócios surgem com força, mesmo com a crise que atinge a Europa. O setor hoteleiro é um deles. “Essa crise europeia que afeta Portugal transformou o país em uma nação com muitas oportunidades nas áreas imobiliária, de turismo e de resorts”, diz Miguel Horta e Costa, comissário-Geral de Portugal para o Ano de Portugal no Brasil.

A crise tem afetado as trocas comerciais. Em 2012, as exportações brasileiras para Portugal reduziram 20% em relação ao ano anterior. Até abril de 2013, o saldo brasileiro é de prejuízo de US$ 94 milhões. “O mercado de consumo português é baixo, mas por Portugal você pode chegar a toda a Europa e à África. É uma boa porta de entrada”, salienta Souza.

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