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O valor total das ações de Alphaville na transação foi avaliado em R$ 2,014 bilhões

Agência Estado

A Gafisa informou nesta sexta-feira, 7, por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a venda de 70% das ações de emissão de Alphaville para o Private Equity AE Investimentos e Participações S.A., sociedade que possui como únicos acionistas fundos de investimento geridos pelo Pátria Investimentos e pelo Blackstone Real Estate Advisors L.P.

O valor total das ações de Alphaville na transação foi avaliado em R$ 2,014 bilhões e o preço a ser pago pelos compradores, pela totalidade das ações a serem adquiridas, na data do fechamento da operação, é de R$ 1,409,8 bilhão, corrigido pela taxa Selic desta data até a data do fechamento. Do preço serão reduzidos os dividendos eventualmente pagos por Alphaville entre 31/12/2012 e a data de fechamento.

O Contrato de Compra e Venda contém, ainda, declarações e garantias típicas de operações dessa natureza, segundo a empresa, que podem gerar obrigação futura de indenizar de parte a parte.

A concretização da operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo, entre outras, a sua aprovação pelas autoridades de defesa da concorrência.

A Gafisa estava negociando os termos finais do contrato de venda da empresa de loteamentos residenciais Alphaville para a gestora de recursos Pátria Investimentos e sua parceria Blackstone.

A Alphaville foi avaliada no ano passado em R$ 1,8 bilhão. Na ocasião, Gafisa e Pátria não comentaram o assunto. Pátria e Blackstone deixarão para trás a dupla GP Investimentos e Equity International, do investidor americano Sam Zell, e a Hemisfério Sul Investimentos (HSI, antiga Prospéritas), que também fizeram propostas firmes pela loteadora.

A abertura de capital de Alphaville não está totalmente descartada e segue como opção caso a venda não seja concretizada. Em março, a Gafisa pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro de companhia de capital aberto para a sua subsidiária. "A abertura de capital permanece sempre como alternativa B", disse uma fonte próxima da negociação. "Isso poderia resultar num preço maior para Alphaville, mas não há nenhuma garantia de que essa operação na bolsa sairia, nem a que preço", ponderou.

A Gafisa é dona de 80% da Alphaville e, antes de fechar o contrato de venda de 100% da subsidiária, terá de resolver sua pendência com a Alphapar Empreendimentos e Participações, fundadora da empresa de loteamentos e dona dos outros 20%.

Desde 2012, a Gafisa tenta comprar essa fatia remanescente, conforme acordo feito no passado. No entanto, as partes não chegaram a um acordo sobre a quantidade de ações que Gafisa deveria transferir à Alphapar pela compra dos 20%. Sem definição, o caso foi para a Câmara de Comércio e Arbitragem Brasil-Canadá. Com a entrada de recursos da venda, porém, a Gafisa poderia fazer o pagamento em dinheiro ao invés de ações, colocando um ponto final no processo de arbitragem, cogitaram as fontes.

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