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Segundo o MPT, trabalhadores moravam em alojamentos com condições precárias

Empresa deve cumprir normas de segurança, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador
AFP
Empresa deve cumprir normas de segurança, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador

A Sadia foi condenada em R$ 300 mil por não fiscalizar as condições de trabalho de seus terceirizados, que, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), eram degradantes.

De acordo com nota publicada no site do MPT, os terceirizados trabalhavam no apanhamento de frango para carregar caminhões. O grupo foi recrutado em Minas Gerais e na Bahia por empresas que prestavam serviços à indústria de alimentos.

“Entre muitas irregularidades praticadas contra a dignidade dos trabalhadores, apontamos a falta de fornecimento de água potável fresca”, exemplifica o procurador Carlos Eduardo Brisolla.

Os terceirizados estavam em alojamentos sem ventilação, com instalações elétrica e sanitária precárias. Segundo a nota, eles não recebiam treinamento para realizar os serviços, não utilizavam equipamentos de proteção individual, carregavam peso excessivo e eram transportados em caminhões inadequados.

Além do pagamento por dano moral coletivo, a decisão obriga a Sadia a fiscalizar o cumprimento das normas de proteção e segurança do trabalhador por suas contratadas, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador prejudicado.

Ainda cabe recurso da decisão.

Em nota, a BRF —resultado da fusão entre a Sadia e a Perdigão— afirma que fiscaliza frequentemente sua cadeia de fornecedores e exige que sejam cumpridas as normas regulamentadoras de proteção à saúde e segurança do trabalho.

A companhia destaca também que analisará o fato e adotará todas as medidas cabíveis e necessárias e ressalta que "não compactua com condições precárias de trabalho, mesmo quando os funcionários são contratados por produtores rurais ou terceiros." 

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