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Dispersão das sementes misturadas com areia pelo campo reduz o custo de plantio

A destruição da vegetação que garante a vida das fontes d’água tem impacto fortemente os rios das regiões de cerrado. Por conta disso, Ettore Rossi, gerente de meio ambiente, segurança, saúde e sustentabilidade da Monsanto, na unidade de Camaçari, na Bahia, conta que a empresa atua com a Ong Conservação Internacional (CI-Brasil) para preservação do cerrado no oeste baiano, na cidade de Luís Eduardo Magalhães.

A entidade é responsável por introduzir na região a técnica da “muvuca” observada no Xingu para reflorestar áreas de maneira eficiente. Segundo o engenheiro florestal Paolo Sartorelli, essa técnica consiste em agrupar em uma grande quantidade de areia um volume consistente de sementes de árvores das mais diversas espécies para serem dispersadas pelo campo com tratores.

“Esse processo além de ser muito mais prático é também economicamente mais viável”, conta, observando que o plantio direto de mudas no solo tem um custo que varia entre R$ 12 mil a R$ 15 mil o hectare, enquanto que o processo por meio da “muvuca” tem um custo de que vai de R$ 3 mil a R$ 3,2 mil.

Valmir Ortega, diretor de política da CI-Brasil, explica que quanto mais degradada a área, mais difícil será sua regeneração. Por isso, aposta na técnica da “muvuca”, como a melhor opção ao reflorestamento.

Ainda de acordo com os especialistas, os produtores dessa região de cerrado já estão bem receptivos a adotar essa técnica ao invés de fazer uso do plantio tradicional. “De fato, pude comprovar que essa técnica é importante por conta da praticidade que oferece”, revela Vilson Gato, fazendeiro da região e que já trabalha com reflorestamento pela “muvuca”.

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