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Empresa vai produzir duas novas linhas de produtos na unidade de Contagem

A entrada das famílias de menor poder aquisitivo no setor privado de saúde, que tem criado aumento na demanda pelos serviços, vem ajudando a GE Healthcare a expandir sua atuação no Brasil. Porém, o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o dólar em alta podem penalizar os resultados da companhia em 2012. “Foi um ano bom para os nossos negócios. Mas acreditamos que 2013 será ainda melhor”, destaca Rogério Patrus, presidente da divisão para a América Latina.

A aposta do executivo está ligada à expansão do PIB. É que, segundo ele, o crescimento da empresa costuma ser o dobro da alta vista durante ano. Logo se o PIB em 2012 encerrar conforme a previsão do Banco Central, em 1%, a GE Healthcare apresentará um crescimento tímido de 2%, saldo inferior ao visto em 2011, quando o PIB apresentou alta de 2,7% e a empresa 5,4%.

Com expectativas otimistas para o próximo ano, Patrus conta que a empresa recebeu recentemente autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para iniciar a produção da linha de arcos cirúrgicos (equipamento de raios-x), na fábrica localizada em Contagem, Minas Gerais. “Estamos atentos as necessidades dos mercados emergentes que buscam produtos de baixo custo e alta qualidade. Por isso temos desenhado os equipamentos para esse mercado.” “Nossa próxima ampliação será para a produção de equipamentos de ressonância magnética”, completa o presidente que espera fabricar os equipamento já no primeiro trimestre de 2013.

O aumento na produção da unidade de Contagem, que faz parte do investimento de US$ 50 milhões, deve abastecer, segundo o executivo, diversos países da América Latina. “O Brasil é o mercado mais importante, mas temos que estar de olho em todos os países, que tem apresentado taxas de crescimento interessantes como, por exemplo, a economia argentina que deve mostrar alta de 4% neste ano.”

Ainda segundo o executivo, a GE Healthcare já realizou o pedido de certificação local em diversos países da América Latina para a entrada de sete linhas de produtos. “Com as linhas produzidas até agora no Brasil, já quadruplicamos a produção da unidade de Contagem”, diz Patrus lembrando que a unidade tem potencial para crescer.

Aquisições

A GE Healthcare, mostrou em 2012, que está interessada no crescimento inorgânico. Em julho a empresa realizou a compra da XPRO, fabricante brasileira de raios-x. “Estamos olhando três empresas que podem ser interessantes para a companhia”, revela Patrus.

A GE Healthcare já comunicou que pretende fazer investimentos mundiais da ordem de US$ 6 bilhões até 2015, em que uma parte pode estar reservada para novas aquisições na América Latina.

A XPRO, que tem ênfase em cardiologia, neurologia e radiologia é responsável por 35% desse mercado no país. “É uma grande empresa que não tinha presença internacional e que trabalha com equipamentos que tem forte oportunidade de crescimento”, completa Patrus.

A companhia brasileira chegou a ser considerada como a “joia da companhia” por Reinaldo Garcia, presidente da GE para a América Latina que afirmou que a empresa deve encerrar o ano com um crescimento de dois dígitos.

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