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Grace Lieblien foi nomeada vice-presidente global de compras da empresa. Ela vai administrar US$ 50 bi

Como em um jogo de xadrez, administrar a General Motors Company (GM) é uma tarefa que requer rapidez de raciocínio e visão estratégica. O CEO global da montadora, Dan Akerson, fez de novo mais um movimento de mestre. O executivo convocou a então presidente do Brasil, Grace Lieblein, para gerir um orçamento de cerca de US$ 50 bilhões. Esses recursos correspondem ao que a montadora gasta com compras, suprimentos e serviços em todo mundo. É um orçamento maior que o Produto Interno Bruto (PIB) do nosso vizinho Uruguai, por exemplo.

Grace será, a partir de fevereiro, a vice-presidente global de Compras e da Cadeia de Suprimentos da General Motors Company, e se reportará ao vice chairman da GM, Steve Girsky.

Nas novas funções, Grace será responsável por todas as atividades de compras, cadeia de suprimentos e operações logísticas da GM em todo o mundo.

Segundo comunicado da companhia, a executiva assumirá sua nova atividade imediatamente e administrará a organização desde seu escritório no Brasil, até a sua mudança para Detroit em fevereiro de 2013. Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul, acumulará temporariamente as atividades da presidência da GM do Brasil.

“O Brasil credencia os executivos para cargos chaves da companhia. Rick Wagoner e Fritz Anderson, que foram presidentes mundiais da companhia, comandaram a operação brasileira”, disse o consultor automotivo e membro da SAE Brasil, Francisco Satkunas.

Outro que esteve uma temporada no país foi o antecessor de Grace como VP de compras, Robert Earl Socia. Depois de um bom desempenho na área de compras no Brasil, ele foi para a matriz e hoje é o presidente da GM China, a maior operação da montadora no mundo.

“Dan Akerson tem algumas peças chaves e Grace demonstrou que é uma delas. A pergunta agora é: qual será o próximo cargo de Grace se ela fizer um bom trabalho à frente da área de compras”, disse Satkunas.

Para o Brasil a promoção da executiva pode representar uma maior atenção para os pedidos brasileiros. “Como ela conhece bem o mercado e bem as novas regras do país, poderá continuar o trabalho que iniciou e ajudar a GM do Brasil a conquistar um desempenho melhor nas vendas por aqui.”

Este ano, a companhia perdeu cerca de 1 ponto percentual no ranking de vendas no país. Ela deve fechar com 18% de market share. “Acredito que a GM deverá chegar a 20% de participação. A Grace pavimentou a estratégia da marca, com a renovação da linha.”

E nem mesmo a segunda mudança de comando na GM pode prejudicar a empresa no país. Em menos de três anos, a companhia teve duas presidentes. Em 2010, Denise Jonhson assumiu a cadeira e permaneceu por sete meses. Grace, veio com a missão de fazer uma reviravolta da marca no mercado. Em 2012, a GM lançou sete novos modelos e renovou toda a sua linha.

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