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Empresa fundada há três meses já soma mil lojas integradas, com previsão de dobrar esse número até março

Vender pelas redes sociais tem se tornado uma boa oportunidade para as pequenas empresas. E é preciso ser criativo para conseguir atrair a atenção dos clientes. Entre as redes, o Facebook é considerado a porta de entrada dos novos executivos para o mundo dos negócios. Atento a essa necessidade, Lucas Aragão viu a oportunidade de criar a empresa BazzApp, um social marketplace para a compra, troca e venda de produtos.

Fundada em outubro deste ano, a startup que vende exclusivamente pelo Facebook, já tem visto seus negócios crescerem rapidamente, e soma atualmente mil lojas integradas à plataforma. “Nossa expectativa é manter um crescimento mensal de cerca de 50% atingindo 2 mil lojas em março de 2013”, afirma Aragão.

De acordo com o jovem executivo, a ideia do BazzApp surgiu no ano passado quando ainda atuava como gestor do site de compras coletivas Peixe Urbano. “Foi um projeto que na época não vingou dentro da empresa”. Porém atento ao rápido crescimento da rede social, criada por Mark Zuckerberg, que já ultrapassou 60 milhões de usuários só no Brasil, Aragão decidiu investir no projeto.

“É um mercado em expansão, onde as empresas não encontravam espaço para engajar os usuários e reverter isso em vendas”, destaca.

A plataforma, proporciona para os usuários além da possibilidade de compra, a opção de curtir, recomendar e comentar os itens expostos. “É uma vantagem para as empresas já que elas não têm custos de instalação.” Segundo Aragão o lucro do BazzApp está ligado ao número de produtos vendidos. “Ficamos com 8,5% de cada venda feita, onde estão inclusas as taxas de cartão de crédito”.

E para transformar o sonho de ser um empresário em realidade, Aragão contou com aporte de investidores anjos, que junto com suas economias, somaram um montante de R$ 300 mil. “Estamos negociando com alguns fundos (de investimento), mas queremos encontrar alguém que se identifique com a nossa empresa”, revela.

Questionado sobre o futuro da BazzApp, Aragão tem a resposta na ponta da língua: “Tenho uma visão de longo prazo, que inclui abrir capital. Ainda existe muito espaço para trazer as empresas do universo off-line para o on-line”, argumenta.

Mercado

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) está otimista com o balanço financeiro de 2012. De acordo com a entidade, o faturamento do e-commerce brasileiro irá somar R$ 3,76 bilhões com as vendas natalinas deste ano, o que corresponde a um crescimento de 29% frente ao mesmo período do ano passado.

Os eletroeletrônicos são os produtos mais requisitados pelos consumidores on-line, seguidos pelos segmentos de saúde, beleza e medicamentos, moda e acessórios, e livros, assinaturas de revistas e jornais. n<EN>

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