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Basf e a parceira argentina O Telhar criam jogos corporativos para ensinar e engajar funcionários

O Telhar Agropecuária, produtora e comercializadora de commodities com sede em Primavera do Leste (MT), optou por uma maneira incomum para comunicar de forma rápida e consistente os princípios organizacionais da empresa, como missão, visão e valores aos colaboradores. A empresa utiliza, desde janeiro, um game corporativo que ajuda os funcionários a entenderem o modelo de negócios da companhia argentina.

Idealizada pela Basf, parceira da O Telhar, a ferramenta segue a tendência do uso de jogos no processo de aprendizagem, interatividade e treinamento no ambiente corporativo. “Sugerimos um projeto que compreendesse a integração e a imersão dos usuários”, diz Francisco Fienga, diretor de vendas cereais da unidade de proteção de cultivos da Basf para o Brasil e responsável pela iniciativa.

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A Basf já utilizava games similares em processos como gerenciamento de fluxo de pedidos e produção e, ao tomar conhecimento da necessidade da O Telhar, resolveu adaptar seus jogos para a parceira. O game foi desenvolvido pela Aennova, especializada na criação de jogos para fins corporativos, e permite à companhia agrícola expandir suas premissas organizacionais em áreas como capacitação humana, sustentabilidade e produtividade, alinhando suas metas com todo o público interno, em especial os novos colaboradores. “O método é muito mais legal e eficaz do que simplesmente enviar um email cheio de arquivos”, afirma Fienga.

Distância

O Telhar é uma empresa vinculada à El Tejar, grupo fundado na Argentina em 1987, com atuação em diversos países da América Latina. No Brasil, sua maior dificuldade na área de comunicação com os funcionários era a distância física, já que as fazendas ficavam muito longe do escritório central da companhia, que está em Primavera do Leste (MT). “A operação cresceu muito rápido e não conseguíamos alinhar todos os colaboradores. Precisávamos de um método ágil e, junto com a Basf, surgiu a ideia do game”, explica Glaydson Rufino Ribeiro, gerente de desenvolvimento de pessoas da O Telhar.

Desde que entrou em funcionamento, em janeiro deste ano, o jogo corporativo capacitou mais de 300 colaboradores da companhia, de um total de mais de mil que ela possui no Brasil. Em uma pesquisa feita pela empresa, desses “jogadores” capacitados, 87% relataram que o treinamento proporcionou uma assimilação de conteúdo mais eficaz do que outra ferramenta já utilizada.

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“A partir de iniciativas como esta procuramos transmitir de forma ágil e objetiva nossos princípios e nossa forma de fazer negócios aos diversos públicos que se relacionam conosco”, diz Ribeiro, que já planeja a ampliação do uso dos games para outras áreas, como a de sustentabilidade, por exemplo. Além disso, o executivo também tem um projeto para usar os games para atingir e ensinar os parceiros da O Telhar, como escolas técnicas da região.

O executivo acredita que o diferencial do jogo diante de outros métodos de comunicação com funcionários seja o fato de ser um método lúdico e que incita a curiosidade dos colaboradores por meio de fases que geram pontuação ao serem concluídas. “É possível mostrar a filosofia da empresa de um modo muito interativo”, afirma ele.

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