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Empresa aposta no avanço de ultrabooks, tablets e smartphones no mercado nacional

Mobilidade é a aposta da Intel para 2013, com a popularização de ultrabooks e o avanço em smartphones e tablets. “2013 será o ano do consumidor, que terá mais escolhas do que nunca, com equipamentos com diferentes tipos de hardware, aplicações, formatos e sistemas operacionais”, afirma Steve Long, presidente e diretor geral da Intel América Latina.

O executivo prevê o avanço de ultrabooks conversíveis, que funcionam como tablet e notebook, além de equipamentos com tecnologias sensíveis a toque. “Esses fatores vão pressionar o ecossistema para diminuir o preço do ultrabook tradicional”, diz Cássio Tietê, diretor de marketing de produto da Intel América Latina. “À medida que a demanda aumentar, veremos economia de escala”, completa Long, sem estimar a queda.

Barco em novo rumo

Este ano marcou de vez a entrada da Intel no mercado de mobilidade, algo esperado há tempos. “Empresas como Intel e Microsoft demoraram a montar uma estratégia no mundo móvel, mas elas são barcos enormes. Às vezes o barco não está no rumo certo e demora a mudar de posição, mas quando muda, as coisas acontecem rápido e com intensidade”, avalia Fernando Belfort, líder da consultoria Frost&Sullivan para a América Latina. “Não tínhamos produtos competitivos para garantir duração de bateria e diminuir geração de calor. Isso foi resolvido”, diz Tietê.

No Brasil, o primeiro smartphone com chip Intel lançado foi o Motorola Razr i, em outubro. No mundo, há outros seis modelos. “No fim de 2011, entramos com um posicionamento premium. Agora, com o Razr i, fomos para a massa”, avalia Tietê. Há negociações para ampliar o leque de smartphones no país e, em janeiro, chegam tablets com chip Intel e sistema operacional Android. Modelos com Windows 8 já começam a aparecer nas prateleiras.

O foco em mobilidade deve-se aos prognósticos positivos para o segmento, superiores aos do mercado de computadores, dominado pela companhia. A Frost& Sullivan prevê taxas de crescimento acumulado de 147% no mercado de tablets brasileiro entre 2011 e 2013. Smartphones terão outros 48% e notebooks 30%. Long calcula que o mercado de PCs crescerá entre 5% e 10% no Brasil no ano que vem. Em 2012, o avanço será de um dígito, abaixo da média dos últimos quatro anos.

“O movimento cambial impactou o crescimento na primeira metade de 2012 e o que acontece na no mundo também causa efeitos”, observa.

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