Tamanho do texto

Estratégia da empresa, com receita de R$ 215 milhões inclui nova fábrica no país e fornecedores do exterior

A marca de eletrodoméstico Cadence é um exemplo de que grandes empresas podem surgir a partir de pequenas iniciativas. O presidente da empresa, Nelson Lisot, não imaginava que as panificadoras domésticas que trouxe dos Estados Unidos em 1999 seriam o ponta pé inicial para um grande negócio, que neste ano vai atingir faturamento de R$ 215 milhões e tem expectativa de crescimento anual de 40%.

“Nós tínhamos uma remessa de 300 peças e percebemos que as pessoas gostaram do equipamento. A partir daí vimos uma oportunidade de mercado se abrir e apostamos na China como fornecedor”, explica o executivo ao BRASIL ECONÔMICO.

De acordo com dados do IBGE, as atividades de móveis e eletrodomésticos apresentaram um crescimento de 13,2% nos nove primeiro meses do ano, sobre igual período de 2011. “Este desempenho se deve à manutenção do crédito, bem como à queda dos preços dos produtos eletroeletrônicos (-6,6% nos últimos 12 meses até setembro, segundo o IPCA)”, ressalta o instituto.

E para acompanhar o crescimento do mercado, Lisot afirma que está disposto a expandir as operações da companhia. “No início, trabalhávamos apenas com itens importados da China. Agora, 75% da linha vem do exterior, mas desenhada sob medida para o mercado nacional, e 25% é produção local”, afirma Cristiano Lisot, filho de Nelson. A empresa, que atualmente lança quatro novos produtos por mês, já produz no Brasil liquidificadores, batedeiras, ferros e ventiladores.

Lisot que ainda não cogita a possibilidade de ter a produção 100% local, já está de olho em novas oportunidades de fabricantes. Hoje a empresa trabalha com 22 fornecedores chineses.

“Estamos estudando novas oportunidades de fabricação em outros países já que o preço da china tem aumentado bastante”, explica o presidente que garante que a Cadence está bem posicionada no mercado, principalmente no quesito preço. “O nosso crescimento neste ano foi dentro do planejado. O mercado tem apresentado uma contrapartida, com o dólar em alta o que tem pressionado as margens. Dentro desse cenário, no próximo ano as empresas devem aumentar o preço para garantir margem”, completa.

Expansão

Com o crescimento do setor, a Cadence deve inaugurar até 2014 uma nova planta, que englobará a indústria e o centro de distribuição em uma área que atingirá 60 mil metros quadrados, localizada na cidade Piçarras, litoral de Santa Catarina. Hoje a unidade da companhia está localizada em Navegantes. “O objetivo é ganhar ainda mais espaço no mercado nacional e incrementar a exportação para a América Latina”, revela o executivo que já foi sondado por empresas dispostas a comprar a Cadence.

Além disso, Lisot diz que tem se dedicado a expandir o número de assistência técnica, que hoje soma 600 postos autorizados e que atendem uma carteira de 3 mil clientes, entre eles o Magazine Luiza, as redes Zaffari, Ponto Frio, Colombo, além de grandes comércios virtuais como o grupo B2W (Americanas.com e Submarino). Para ganhar mais clientes, a Cadence inaugurou nesta semana seu primeiro show room em São Paulo. “É uma grande oportunidade.”

Leia mais notícias de economia, política e negócios no jornal Brasil Econômico

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.