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Companhia direciona R$ 12,5 milhões para o Monashees Capital, fundo focado em empresas de internet

A Cisco vai investir R$ 12,5 milhões em um fundo voltado para inovação no Brasil, o Monashees Capital, focado em start ups locais da área de internet e educação online. Esta é a segunda vez que a fabricante de equipamentos de rede faz um aporte deste tipo neste ano. Em julho, a empresa já havia anunciado a aplicação de mais de R$ 30 milhões no Redpoint e.ventures, também focado em companhias de tecnologia em estágio inicial no país.

Segundo a empresa, o objetivo do investimento nos fundos é o desenvolvimento de pequenas e médias empresas e a aceleração da adoção de novas tecnologias no Brasil. Os dois aportes fazem parte do investimento total de R$ 1 bilhão que a companhia fará no Brasil nos próximos quatro anos, anunciado em abril.

O valor que será aplicado no país reflete uma mudança estratégica que tem ocorrido na operação local da multinacional ao longo dos últimos anos. A companhia passou de uma presença comercial para um escritório operacional de fato, com fabricação e desenvolvimento local de produtos. A virada da estratégia já resultou em um crescimento de 24% na receita do Brasil no último ano fiscal, finalizado em agosto, e no ganho de importância da operação local para a matriz.

O objetivo, agora, é manter o crescimento acima da média global, que foi de cerca de 5%, segundo Rodrigo Abreu, presidente da empresa e principal executivo por trás da mudança do perfil da filial brasileira. No comando da operação desde 2008, Abreu assumiu um ano depois de um escândalo fiscal no qual a subsidiária foi acusada de sonegação de impostos. Ele garante que o episódio é coisa do passado e não tem reflexo na imagem da empresa atualmente.

Fabricação

Abreu explica a mudança na estratégia de fabricação local pela qual a companhia passou sob a sua gestão. Em 2010, quando decidiu iniciar a produção no Brasil, a empresa optou pela produção de set-top boxes para a Net, por conta de um contrato que previa a entrega de 300 mil aparelhos ao longo de três anos. Agora, a empresa não quer se focar apenas em um cliente.

“Ao invés de ser simplesmente uma operação de manufatura por conta de um contrato resolvemos trazer neste ano para produção local uma de nossas principais linhas de roteadores”. Agora, com a mudança estratégia, a empresa pretende iniciar também a produção de três modelos de switches no ano que vem. “A filial brasileira é uma das que mais cresce para a Cisco”, justifica Abreu.

Dentro da nova estratégia, as pequenas e médias empresas também vêm ganhando importância. Na última semana, a empresa deu início a uma campanha publicitária voltada especificamente neste segmento com o objetivo de deixar para trás a imagem de fornecedora focada em grandes companhias. A nova estratégia inclui também diminuição dos preços de produtos como roteadores e telefones IP.

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