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"O potencial lá é muito grande", disse Márcio Mello, presidente-executivo da companhia de exploração de óleo e gás

Reuters

A HRT estuda a possibilidade de realizar venda de participação em blocos na bacia do Solimões, disse nesta sexta-feira o presidente-executivo da companhia, Márcio Mello. A empresa tem 55% de participação nos blocos do Solimões, que cobrem uma área de aproximadamente 48.500 quilômetros quadrados na região amazônica. A HRT é operadora, tendo a russa TNK-BP como sócia, detendo o restante.

"O potencial lá é muito grande e a gente não segura 55%", disse Mello, sem entrar em detalhes se a venda de participação poderia significar uma perda do controle ou da operação dos blocos.

"A ideia é em 2013 abrir um 'farm-out' para Solimões para dividir risco e trazer capital para a companhia. Pensamos em negociar 15% a 20%", acrescentou ele a jornalistas, após evento com analistas no Rio de Janeiro. A empresa estuda a possibilidade de realizar a negociação durante o primeiro semestre de 2013, segundo Mello.

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A redução de riscos e custos é importante para a operação na região amazônica do país, onde a empresa encontra dificuldades para escoar e vender o gás encontrado. As duas empresas sócias no Solimões têm um protocolo de intenções com a Petrobras para avaliar formas de monetizar as reservas de gás no Solimões.

No entanto, o executivo descartou a possibilidade de a estatal brasileira comprar uma fatia de Solimões. "Já têm empresas vindo conversar com a gente (sobre Solimões)", disse. O executivo disse que em até seis meses a HRT pretende ter um solução para a monetização do gás descoberto na bacia.

Segundo Mello, há várias possibilidades em análise no momento. "Firmamos um protocolo de intenções com Petrobras e TNK para estudar a viabilidade técnica, econômica, ambiental e financeira de produzir o gás, transformando em líquido como (também) levando esse gás para servir de insumo para empresas que atuam na região", afirmou.

NAMÍBIA

A HRT também está em negociações com "várias empresas" na Namíbia para fazer um "farm-out" em alguns dos seus blocos na costa africana, com o objetivo de obter recursos para a campanha exploratória na África.

Veja também: HRT fecha acordo de intenção de venda de fatia na Namíbia

Mello revelou que há tratativas bem adiantadas que devem ser finalizadas ainda este ano, mas outras devem se estender até o ano que vem.

A ação da companhia subia 2,8 por cento às 14h desta sexta-feira (23), após subir mais de 5% mais cedo, depois do anúncio dos novos volumes potenciais na Namíbia.

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