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Incorporadora está em contato com redes hoteleiras em busca de parceiros para seus projetos

Em 2013, Rodrigo Luna, diretor geral da Plano & Plano, vai colocar a incorporadora em um novo segmento: o hoteleiro. A empresa, controlada pela Cyrela, está em contato com grandes redes de hotéis para definir parceiros e desenvolver projetos em conjunto. Para a empreitada foram reservados dois terrenos na grande São Paulo. “Estamos em fase de estudos”, diz. A Cyrela também não atua com empreendimentos hoteleiros.

A ideia é desenvolver hotéis com apartamentos de 20 a 25 metros quadrados. Cada empreendimento também deve ter espaços para eventos, como feiras e congressos. “É importante criar o projeto junto com a rede hoteleira, pois é ela que possui experiência no assunto”, diz Luna. Depois de pronto, o empreendimento receberá a bandeira da rede hoteleira e também será administrado por ela.

Enquanto não bate o martelo em relação aos parceiros, a empresa segue investindo nos segmentos onde já atua, como os edifícios de escritórios. Este mês a empresa lançará um empreendimento em Campinas, no interior de São Paulo. Também está preparando novidades para Santo André, na grande São Paulo, e no bairro Liberdade, na capital paulista. “Estão surgindo novos mercados. São regiões de interesse para profissionais liberais com pequenos escritórios”, diz.

Com cada vez menos terrenos disponíveis nas tradicionais regiões comerciais de São Paulo, as incorporadoras tem levado seus projetos para bairros onde há alguns anos seria impensável lançar um empreendimento de escritórios. Longe do metrô, o local escolhido pela Plano & Plano na Liberdade é um exemplo. Para impulsionar as vendas, este ano a empresa montou sua própria equipe , com 60 corretores. Mesmo assim, a companhia continua contando com o reforço de parceiros especializados em comercialização.

Nordeste de lado

A empresa tem um escritório em Natal (RN), cidade onde concentra alguns terrenos, mas por enquanto os lançamentos na região estão suspensos. “Tínhamos a previsão de um maior número de lançamentos por lá, mas vamos dar um tempo por enquanto”, diz.

A Plano & Plano não foi a única a recuar. Há alguns anos, muitas empresas fizeram bancos de terrenos por diversas regiões do país, inclusive no Nordeste, mas as previsões de vendas não se confirmaram. Outro desafio que toma conta das empresas do segmento imobiliário diz respeito à aprovação de projetos. As prefeituras de grandes cidades como São Paulo estão demorando cada vez mais para aprovar novos empreendimentos, fazendo com que as empresas não consigam cumprir suas metas de lançamento. A previsão inicial da Plano & Plano era atingir um valor geral de vendas (VGV) de R$ 817 milhões em 2012, mas vai fechar o ano com no máximo R$ 500 milhões, valor 28% menor na comparação com 2011.

O problema é que o mercado cresce e a burocracia das prefeituras não consegue acompanhar este processo, pois falta gente. Mesmo sim, o atraso na aprovação de projetos das cidades brasileiras ainda é pequeno perto do verificado em outras cidades do mundo.

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