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Na JBS, que em 2005 adquiriu a Swift Argentina e atualmente mantém um frigorífico no país, na cidade de Rosário, as operações continuavam em ritmo normal

As recentes paralisações de trabalhadores argentinos não afetaram as linhas de produções de grandes empresas brasileiras no país, segundo as companhias consultadas pelo BRASIL ECONÔMICO. As empresas afirmaram não sentir os efeitos das greves até a noite de ontem. Os movimentos atingem principalmente profissionais ligados ao transporte e funcionalismo público, e não chegam às fábricas de companhias como JBS, Alpargatas e Mundial.

Isolada na região, Argentina também se afasta do Brasil

Na JBS, que em 2005 adquiriu a Swift Argentina e atualmente mantém um frigorífico no país, na cidade de Rosário, as operações continuavam em ritmo normal até ontem, segundo a empresa. Diante do cenário instável no país, a JBS fechou em maio a venda de uma das suas unidades instaladas na Argentina, em San José, para um grupo de cooperativas locais e o governo da província. O frigorífico restante, no entanto, opera normalmente.

A Alpargatas, da Camargo Corrêa, também segue sem paralisações de funcionários, de acordo com a companhia. Em julho deste ano a empresa passou por uma paralisação em fábricas destinadas à confecção de calçados, localizadas em Buenos Aires, La Pampa, Tucumán, Catamarca e San Luis, com o objetivo de reduzir estoque. Agora, a companhia afirma operar em ritmo normal.

A Mundial, que desde setembro deste ano mantém uma fábrica de talheres na Argentina, também não vê reflexos das paralisações nos negócios. De acordo com Michael Ceiltin, presidente da companhia, não há nenhum tipo de greve na fábrica, que segue operando normalmente.

Transporte

A expectativa agora é que as paralisações no transporte possam ter algum impacto nas relações comerciais entre a Argentina e o Brasil, que é um dos principais países parceiros na área de comércio exterior, tanto para importações quanto para exportação. Isso porque as greves dos últimos dois dias levaram ao cancelamento de voos das companhias aéreas Aerolíneas Argentinas, Austral e Lan para cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, os acessos à capital Buenos Aires foram bloqueados por manifestantes.

Apesar da queda de 11% no comércio com a Argentina em 2011, fruto de recentes travas impostas pelo governo, o Brasil exportou para o vizinho US$ 7,5 bilhões no ano passado, mantendo um saldo comercial positivo de US$ 1,2 bilhão. Entre os principais itens de exportação da Argentina estão veículos, pláticos, frutas, laticínios e cereais.

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