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Especializada em gestão de pessoas, consultoria já estuda abertura de novos escritórios

Nos últimos meses Dave Root, CEO da Eagle’s Flight, tem vindo com frequência ao Brasil. O motivo das viagens está na abertura do novo escritório da empresa em São Paulo — o primeiro da companhia na América do Sul.

Atento à crescente demanda do mercado brasileiro por profissionais para cargos de liderança, há pouco mais de dois meses a companhia pousou no Brasil ao inaugurar o que ele chama de “quartel general” para treinamento de executivos. “Este é o nosso primeiro escritório fora da América do Norte e será estratégico para a expansão na América do Sul”, explica ele.

Para isso, a companhia, que em anos anteriores disponibilizou parte de seus treinamentos e planos de gestão por meio de representantes autorizados no mercado brasileiro, decidiu trazer seu portfólio completo.

Agora, a Eagle’s almeja ter entre seus clientes as principais empresas brasileiras e da América do Sul. “Gostaria de ver 50% ou mais de nossa receita na América vinda de empresas nascidas no Brasil ou na América do Sul”. Com isso, a expectativa é de que o faturamento chegue em torno de US$ 10 milhões apenas no primeiro ano de atuação.

O resultado dos primeiros meses de Brasil, Shoot garante, tem sido animadores e surpreendentes. “Temos feito muitas vendas em pouco tempo e esperamos que 2013 seja o nosso grande ano aqui.”

O valor é cerca de um terço do faturamento global da companhia, que neste ano deve ficar em US$ 30 milhões. Segundo Root, com a abertura de novos escritórios dentro do Brasil e nos demais países da América do Sul, a expectativa é alcançar receita de US$ 15 milhões por marca.

“Esperamos que o Brasil tenha significativo impacto em nossa receita global e no crescimento da companhia daqui para frente”. Root explica que o foco inicial está em São Paulo, mas que para 2014 outros dois escritórios em regiões diferentes serão inaugurados. “Também queremos ter uma unidade em cada um dos demais países do continente.”

Portfólio

A empresa trabalha com três frentes: liderança, desenvolvimento de habilidades e mudança da cultura organizacional. Dentro delas, uma série de assuntos, divididos no que Root chama de treinamentos experienciais, compõem o portfólio global da companhia.

Para ele, as diferenças de necessidades entre clientes norte e sul-americanos são mínimas. “Há mais similaridades do que diferenças. Os brasileiros são bastante abertos ao modelo de treinamento experiencial”, diz.

A empresa não revela os clientes já conquistados por aqui, mas em todo o mundo, a Eagles está presente em mais de 45 países, onde atende empresas de portes diversos nas áreas de óleo e gás, mineração, indústrias farmacêuticas, estúdios de cinema, companhias de telecomunicações, entre outros segmentos. “Nos EUA cerca de 52% das 500 maiores empresas listadas no ranking da Fortune são nossos clientes”, revela Root.

Mercado em expansão

No Brasil, o mercado em crescente expansão é um atrativo ainda maior. Segundo Root, a principal demanda das empresas brasileiras está no desenvolvimento da liderança nos executivos. “Eles estão entre os mais bem pagos do mundo, devido à escassez de profissionais com perfis de liderança”, explica.

Mas ao que parece, as empresas estão buscando maneiras de sanar essas falhas. Dados da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento apontam que o valor médio do orçamento das empresas destinado ao treinamento cresceu 15,3% em relação a 2011. Para 78% das empresas, o treinamento de seus executivos é obrigatório ao longo do ano e para realizar os cursos, 87% delas contratam empresas terceirizada.

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