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Aumento de carga esperado é de até 8% no ano que vem, em especial na rota da Ásia

A perspectiva do aumento da corrente de comércio entre o Brasil e o mundo no próximo ano faz a maior empresa de transporte de contêineres do mundo, a Maersk Line, elevar a capacidade para a rota brasileira. A companhia deve colocar em operação no ano que vem três grandes navios, o que elevará a frota atual em 18%. A Maersk investiu US$ 2,2 bilhões na aquisição das embarcações que operam no país.

“A tendência aponta que no ano que vem o comércio internacional no Brasil deve crescer entre 2 a 3 vezes o PIB (Produto Interno Bruto)”, disse o presidente da Maersk Line Brasil, Peter Gyde.

A recuperação, segundo lembra o executivo, virá após um desempenho ruim na corrente de comércio. O relatório trimestral de comércio internacional da Maersk Brasil apontou uma pequena queda, de 0,4%, nas importações e exportações marítimas de contêineres no terceiro trimestre. Isso se compara com os crescimentos de 2,3% no segundo trimestre e de 6,9% nos três primeiros meses de 2012, na variação anual. No terceiro trimestre de 2011, as importações e exportações, respectivamente, contraíram 0,6% e 0,1%, no confronto com o mesmo período do ano anterior.

“Para o quarto trimestre, vimos um mês de outubro forte, mas novembro e dezembro aparentam mais fracos e ainda estamos deixando de enxergar uma melhora suficiente no volume que suporte o ponto de vista dos economistas, de que a economia brasileira já está aquecendo”, disse Gyde.

Entre as rotas que mais crescerão na corrente de comércio em 2013, está a asiática. Entretanto, no terceiro trimestre deste ano, apresentou queda, tanto nas importações quanto nas exportações por contêineres. O Brasil é forte em embarques de alimentos, principalmente refrigerados, papel e madeira. Pelo levantamento da Maersk, as exportações de produtos refrigerados para a Ásia apresentaram queda de 7,9% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Já os embarques de produtos não refrigerados apresentou uma ligeira alta de 1,5% na comparação com o movimento apresentado de julho a setembro de 2011.

“Entretanto, se compararmos com o trimestre anterior, a queda foi bem expressiva. De abril a junho deste ano, as exportações de produtos não refrigerados para a Ásia, cresceram 31%. O Brasil ainda está deixando de colher os benefícios de gastos melhores dos consumidores na maior economia da Ásia, a China”, disse o executivo. Já as importações de produtos asiáticos declinaram 0,6% no trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A aposta da Maersk, dentro desse cenário, é o fluxo de importação da rota Ásia/Brasil para o próximo ano. “O país está consumindo mais, principalmente de bens de consumo”, disse o chefe da área comercial da Maersk, Mario Veraldo.

Os resultados da companhia no mundo mostram que ela conseguiu reverter o prejuízo apurado no terceiro trimestre de 2011. A Maersk Line, obteve lucro de US$ 498 milhões entre julho e setembro de 2012.

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