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Hotel Emiliano investiu R$ 40 milhões na compra de um terreno na Praia de Copacabana

Após seis meses de negociações, o Hotel Emiliano, referência de luxoem São Paulo, selou sua chegada ao superaquecido mercado hoteleiro do Rio de Janeiro. Com investimento de R$ 40 milhões apenas para a compra do terreno na Praia de Copacabana, na zona sul, o empreendimento entra na briga por uma fatia do setor na cidade.

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Praia de Copacabana: um dos espaços mais disputados no Rio pelo mercado hoteleiro
AE
Praia de Copacabana: um dos espaços mais disputados no Rio pelo mercado hoteleiro

E não é o único. A Rede Hilton já iniciou suas obras na Barra da Tijuca, zona oeste, e outros 111 projetos de hotéis estão sob análise na prefeitura, a maior parte jáem construção. Semgrandes investimentos por 30 anos, o setor corre para aproveitar incentivos e entregar as unidades a tempo da Olimpíada, em 2016.

O negócio milionário do Emiliano foi fechado na última sexta-feira (9). O hotel adquiriu o imóvel de mil metros quadrados que abrigou o Consulado da Áustria em um leilão bastante disputado. A rede chegará ao Rio em 2015, em um prédio de até 13 andares.

"Sempre quisemos ir ao Rio, é um ícone do País que está renascendo. Vamos oferecer um serviço à altura, com conceito de alto luxo que a cidade merece", afirmou o proprietário do Emiliano, o empresário Carlos Alberto Filgueiras.

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O hotel é um dos poucos novos na zona sul, que abriga os principais cartões-postais da cidade e atrativos turísticos. Apenas um terço dos novos leitos da cidade - um total de 9 mil já aprovados pela prefeitura - será na região. A escassez de terrenos, o alto preço dos imóveis e o forte adensamento hoteleiro dificultam novos investimentos.

Os demais quartos, 56% do total já aprovado pela prefeitura, concentram-se na Barra da Tijuca, apesar de o bairro não ter apelo turístico, de negócios ou lazer e sua rede de transporte público ser deficiente.

"A oferta de hotéis está indo para onde não tem demanda. O crescimento na Barra não vai ser suficiente para suportar o aumento da oferta de leitos", afirma o analista do mercado hoteleiro Cristiano Vasques, da consultoria HotelInvest. Gerenciar o impacto dos empreendimentos será um desafio para o bairro. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

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