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Lucro da companhia chegou a R$ 283 milhões no trimestre, fruto do plano de investimentos

Mesmo em um momento em que o setor sucroenergético enfrenta os desafios de menor demanda, queda de preços e produção abaixo do esperado, a Cosan registrou lucro líquido 348,1% superior ao seu primeiro trimestre do atual ano safra e fechou o período com R$ 283,2 milhões. No mesmo período, a receita líquida da companhia cresceu 3,4% e ficou em R$ 7,03 bilhões. Desse total, R$ 5,4 bilhões foram faturados com as operações da Raízen combustíveis. “Estamos satisfeitos com o trimestre, resultado dos esforços da companhia em aperfeiçoar operações, reduzir custos e aumentar a eficiência”, declarou Marcos Lutz, presidente do grupo Cosan.

O anúncio dos resultados da companhia foi feito três dias depois de confirmada a conclusão do processo de aquisição da Comgás, depois que o Conselho de Administração e Defesa Econômica (Cade), aprovou a transação. “A aquisição dessa companhia faz parte do trabalho de forçarmos nosso portfólio em energia e infraestrutura”, explicou Lutz.

Nesse sentido, o executivo lembrou que a venda de 100% da Cosan Alimentos, incluindo a marca União — cujo desempenho ainda aparece nos resultados desse trimestre — no final de maio, com o grupo Camil foi parte da estratégia para focar esforços nos dois segmentos de atuação e já está concluída. Na ocasião, a transação rendeu R$ 454 milhões à produtora de açúcar e álcool. “Não temos interesse de nos desfazer de novos ativos, porque o portfólio já está adequado à nossa estratégia”, explicou.

Na parte de logística, a Rumo cresceu 2% em receita no período, saltando dos R$ 213,7 milhões no mesmo período/safra do ano passado, para R$ 217,9 milhões. O resultado é reflexo, em parte, dos investimentos de R$ 1,4 bilhão que o grupo vem fazendo em logística e infraestrutura desde 2010, com previsão de conclusão em 2015.

Em outubro, a companhia inaugurou em Itirapina (SP) um novo terminal para carregamento de açúcar, com capacidade para movimentar 12 milhões de toneladas do produto por ano e investimentos da ordem de R$ 200 milhões.

As operações da Radar, subsidiária da companhia criada no final de 2008 para atuar no mapeamento e administração das terras da empresa, tiveram crescimento de 10,1% na receita, embora seu desempenho ainda não conste nos resultados gerais da companhia.

O volume saltou de R$ 19 milhões no mesmo período de 2011 para R$ 20,9 milhões no segundo trimestre da safra 2012/13.

A participação societária da Cosan no negócio, que tem fundos de investimentos como sócios, saltou de 18,9% para 37,7%. “Vemos a possibilidade de chegar próximo de 50%, mas não nos interessa um IPO”, disse Marcelo Martins, CFO e diretor de Relações com Investidores.

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