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Empresa foi contratada pela Queiroz Galvão, que desenvolve zona de serviços

A BSH International foi contratada pela Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário para desenvolver, selecionar o operador hoteleiro e administrar o investimento do primeiro hotel do Complexo Industrial Portuário de Suape, que será construído na Zona Central de Serviços (ZCS), cujo lançamento foi feito em maio. O hotel de Suape terá cerca de 250 quartos e será desenvolvido no formato de condo-hotel, onde os apartamentos são vendidos para investidores privados.

Com estimativa de entrega para 2014, o hotel é parte integrante de um polo de serviços que está sendo construído em Suape, próximo à região de Ipojuca (PE). O foco é atender à demanda de negócios do porto e também os municípios vizinhos. “Há cerca de R$ 40 bilhões sendo investidos em várias empresas diferentes em Pernambuco e o melhor restaurante da região de Suape fica em um posto de gasolina”, lembra José Ernesto Marino, fundador da BSH International, que, inclusive, vai participar do projeto como investidor.

Os aportes para a construção do hotel ainda não foram divulgados, mas, segundo informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, a primeira etapa de construção do centro administrativo, tem um valor contratual de R$ 34 milhões.

A secretaria informou ainda que o investimento será feito pela Queiroz Galvão, uma vez que a licitação foi realizada em formato de permuta: a troca da área pela construção do novo edifício da administração, chamado Edifício Suape, que está sendo implantado em uma área de 22,8 mil metros quadrados, onde hoje encontra-se o heliponto da região portuária. O edifício terá 11 andares, além do um heliponto.

Além do Edifício Suape e do hotel, a ZCS também terá bancos, escritórios, estabelecimentos comerciais, centros educacionais e de saúde. “Para atender essa demanda, o hotel terá um centro de eventos e também um restaurante”, afirma Marino. Todos estes investimentos estão vislumbrando a demanda do porto para 2030, conforme o Plano Diretor.

Mesmo com a antecipação, o projeto mais parece correr contra o tempo. “O número de pessoas que vai todos os dias à Suape é tão grande, que a distância de 25km de Recife, demora duas horas para ser concluída”, conta o empresário.

Segundo dados da secretaria de desenvolvimento, a Zona Central de Serviços possui área total de 350 hectares e seu desenvolvimento será feito em várias fases. Na primeira fase, em uma área de 14,4 hectares em permuta, será construído todos os empreendimentos para suporte ao setor empresarial, com seis torres de escritórios, um shopping, praças de alimentação e um hotel. Está prevista, ainda, a construção de 822 vagas de estacionamento. A primeira etapa deve ser construída até 2020.

A região de Ipojuca, próximo à Suape, está recebendo mais de R$ 5 bilhões em investimentos para a construção de um bairro planejado, feito em parceria entre a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário e a Cyrela Brazil Realty. Nos próximos dez anos, o bairro deve ter uma circulação de 50 mil habitantes.

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