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Argentina desenvolvedora de sistemas para RH tem crescido com atendimento a múltis

Dentro de três anos, o Brasil deve se tornar a maior subsidiária da GoIntegro, empresa argentina que desenvolve sistemas de incentivo para funcionários. “Acreditamos que 45% do nosso faturamento virá do Brasil”, afirma Germán Dyzenchauz, presidente da empresa. Hoje, a operação local, inaugurada há dois anos, representa 20% das receitas e atende clientes como Pepsico e Kimberly-Clark.

Os serviços oferecidos pela GoIntegro são sistemas para auxiliar os departamentos de Recursos Humanos a aumentarem o engajamento dos funcionários, como redes sociais corporativas e grupos de desconto específicos para funcionários.

Hoje, a maioria dos clientes da GoIntegro no Brasil são grandes empresas, sobretudo multinacionais. O porte dessas empresas é um dos segredos para a subsidiária brasileira ter conquistado tanta importância em tão pouco tempo. O fato de o país ser a base do comando de muitas empresas para toda a América Latina também favoreceu, já que o escritório brasileiro da GoIntegro acaba desenvolvendo ações para serem aplicadas em diversos países do continente. “O tamanho dos clientes acaba resultando em alguns desafios também. A rede de descontos, por exemplo, precisa ser muito maior aqui”, afirma Thiago Gonçalves, diretor da GoIntegro no Brasil. No país, existem lojas conveniadas para o sistema de descontos em 200 cidades, enquanto em outros países há apenas em 2 ou 3 localidades. “A economia aqui é muito mais descentralizada”, diz Gonçalves.

Para atingir as metas de crescimento esperadas pela matriz, o escritório brasileiro da GoIntegro também terá que se abrir para outros tipos de clientes, que ainda não atende. “Temos olhado com atenção para as pequenas empresas, que têm muitas demandas por sistemas de RH”, diz Dyzenchauz. O mercado brasileiro de pequenas e médias empresas é composto por mais de 5 milhões de companhias.

Nascida na crise

Dyzenchauz é um argentino típico, com um corte do cabelo um pouco comprido para o gosto brasileiro e apaixonado pelo Boca Juniors. Apesar disso, um dos momentos mais tristes da história do país, a crise de 2002, é lembrada com menos amargor por ele. Foi nessa época que surgiu a GoIntegro. “A situação do país fez com que as empresas precisassem encontrar um jeito para manter a equipe engajada”, afirma. De lá para cá foram abertos escritórios em 7 países, todos na América Latina. "A ideia é manter o foco no continente", diz Dyzenchauz. Em breve, deve ser inaugurada uma filial no México.

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