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Grupo deseja faculdades de menor porte, as quais possam ser pagas com caixa interno

Em 2013, a Anhanguera voltará às compras, mas não quer saber de extravagâncias. “Vamos avaliar novamente aquisições de campi, mas desde que sejam pequenos. Queremos aquisições que possamos pagar com nosso caixa interno, pois não queremos aumentar o endividamento”, afirmou Ricardo Scavazza, presidente da Anhanguera Educacional, durante teleconferência com analistas de mercado realizada ontem. “Será um programa de aquisições modesto”, completou.

A última compra da Anhanguera aconteceu em setembro do ano passado, quando a Uniban foi incorporada ao grupo. Já 2012 foi o ano de integrações e também o momento de reduzir a dívida líquida, que ficou em R$ 627,1 milhões no terceiro trimestre de 2012, cerca de 12,3% do que no início deste ano.

Além das aquisições, a companhia também pretende crescer organicamente em 2013. Está planejada a inauguração de cinco campi que estão em construção, além de 200 polos de ensino. Estas unidades são usadas por professores para as aulas a distância.

No terceiro trimestre o lucro líquido de R$ 47,9 milhões representou crescimento de 173% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida ficou em R$ 422,2 milhões, alta de 36,5%.

Porém, apesar dos números robustos, os analistas de mercado esperavam mais. “Os preços médios das mensalidades tiveram alta de 5,2% nos campi e de 9,1% nos polos de ensino à distância, mas ficaram abaixo de nossas expectativas, em 0,4% e 1,1%, respectivamente”, informa o relatório do HSBC. Do saldo de 277 mil alunos matriculados no segundo trimestre de 2012, após a formatura de 17,6 mil estudantes, foram renovadas 243,4 mil matrículas, taxa de retenção de 93,8%.

Somados aos 38 mil alunos do vestibular, os campi da Anhanguera tiveram 281,4 mil matrículas no terceiro trimestre, um crescimento de 34,2% em relação ao mesmo período de 2011. Já os polos da Anhanguera tiveram 159,7 mil estudantes matriculados no período, um crescimento de 7,4%. “Ainda assim o total de alunos matriculados nos campi e nos polos de ensino à distância ficou 3,1% e 1,9% abaixo da nossa expectativa, respectivamente, em virtude do aumento no fluxo de saída de alunos”, disse o HSBC em relatório.

Durante a teleconferência, o presidente da companhia também destacou a queda da inadimplência nas mensalidades. Segundo Sacavazza, este fato se deve a uma maior adesão dos alunos ao Fies, o programa de financiamento estudantil do governo federal.

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