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Plataforma de desenvolvimento industrial cresce no Brasil e PMEs puxam demanda

O mercado sul-americano vem rendendo bons frutos à Siemens, especialmente na divisão de tecnologias em software industrial. A empresa não divulga resultados, mas a expectativa é de que o crescimento global das vendas no próximo ano fiscal seja de 9%.

Apesar do bom momento, o Brasil não vem apresentando o crescimento esperado. Segundo David Shook, vice-presidente sênior para as Américas para Serviços, o país poderia crescer mais, não fossem os desafios de infraestrutura. Mesmo assim, o executivo explica que o mercado de softwares industriais na Índia e China vem registrando retração, enquanto o mercado da Rússia e Brasil crescem.

Ele afirma que o potencial de crescimento para as plataformas de gestão e desenvolvimento do ciclo de produto (PLM em inglês), têm espaço especialmente nos setores de mineração e energia. “Por isso continuamos a investir nessa região do globo”, diz o executivo.

Prova da importância desse segmento na América do Sul está nas aquisições recentes da Siemens. Em 2011, a companhia comprou a Active S.A., especializada no desenvolvimento de softwares, de Santo André (SP). Em junho deste ano, foi a vez de adquirir a mineira Senergy, criadora de um software de gestão e monitoramento, que auxilia empresas na identificação de desperdício e soluções para economia de energia. “Continuamos olhando oportunidades de compra em todo o globo, mas ainda não temos nada concreto, diz Shook.

PMEs surpreendem

Uma das plataformas de gestão e desenvolvimento que vem crescendo é voltada para pequenas e médias empresas. Segundo Dan Siqueira, diretor do portfólio voltado para esse segmento do mercado, atualmente, cerca de 90% das empresas brasileiras são de pequeno e médio porte. “Começamos a focar nessas plataformas há dois anos no Brasil e o resultado vem sendo surpreendente”, explica.

Siqueira explica que as vendas de licenças cresceram próximo de 30%, mesmo nos períodos em que o mercado registrou demanda retraída. O custo acessível faz com que aos poucos, as companhias enxerguem os ganhos ao investir no controle dos processos produtivos. “A ferramenta permite que todas as etapas do projeto sejam controladas, desde sua concepção, até a execução na fábrica”, explica.

Para continuar crescendo, a estratégia da companhia é ampliar o número de parceiros e de revendas não só no Brasil, mas também na América Latina. Atualmente existem 31 dessas lojas espalhadas pelo continente, “mas esperamos chegar a ter entre 45 e 60 delas somente no Brasil”, diz Siqueira.

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