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Investimentos em infraestrutura devem impulsionar negócios da fabricante de softwares para engenharia

Uma comunidade de fãs tão aguerrida que chega a fazer fila na porta de eventos da empresa aguardando o lançamento de novos produtos. A descrição pode até ser aplicada aos nomes mais badalados da tecnologia, como Apple e Google, mas, nesse caso, se refere a uma desenvolvedora de softwares praticamente desconhecida do público em geral. A empresa em questão é a SolidWorks, uma subsidiária da francesa Dassault Systemes. E a comunidade de fãs é formada basicamente por engenheiros, que utilizam os sistemas da SolidWorks para trabalhar no desenvolvimento de projetos em três dimensões. “Nossa comunidade de fãs é muito apaixonada e nos demanda bastante”, afirmou, com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO, Bertrand Sicot, presidente global da companhia. Ao todo, os softwares da SolidWorks, utilizados sobretudo por empresas de engenharia para fazer projetos em 3D, têm quase 2 milhões de usuários em todo o mundo

A presença de Sicot no Brasil está relacionada ao lançamento da última versão do software da SolidWorks no país, o que, segundo ele, é um sinal do ganho de importância da subsidiária brasileira dentro dos negócios da empresa. “A oportunidade por aqui é enorme. Eu, pessoalmente, acredito que o Brasil tem uma posição única no mundo. É um país dinâmico, em que a educação está melhorando e com muitos recursos naturais disponíveis”, diz Sicot. Segundo o presidente, essa soma de fatores permitirá que a operação local consiga dobrar de tamanho em pouco tempo. “A questão não é nem se isso é possível, nem como devemos fazer. A única pergunta que temos que nos fazer é quando atingiremos esse objetivo.”

Outro elemento que deve contribuir para o crescimento da companhia no país é o desenvolvimento de diversos projetos de infraestrutura, motivados sobretudo pela realização dos grandes eventos esportivos nos próximos quatro anos. “Nós vamos ser parte da melhora da infraestrutura brasileira”, afirma Oscar Siqueira, diretor da SolidWorks para a América Latina.

Para aproveitar ao máximo as oportunidades de crescimento existentes no país, os executivos da SolidWorks pretendem ampliar ainda mais a base de clientes no Brasil, que atualmente conta com cerca de 4 mil empresas. “Temos presença em tipos muito diferentes de clientes, desde pequenas empresas até gigantes como Petrobras e Vale”, afirma Siqueira. “Para crescer, temos que seguir apostando tanto nas grandes como nas pequenas empresas.”

Ao gosto do cliente

O lançamento que a SolidWorks fez no Brasil na última semana foi resultado da reunião de uma série de pedidos dos clientes. “Temos que entender a necessidade deles, e por isso sempre realizamos várias ações para ouvi-los”, diz Siqueira.

Após ouvir as demandas de quem usa os programas, a nova versão produto tem entre os destaques uma maior possibilidade de colaboração - que permite que um mesmo projeto seja desenvolvido conjuntamente por engenheiros de diversas partes do mundo — e de mobilidade — que possibilita o acesso do programa em dispositivos como tablets e smartphones. “A mobilidade e a comunidade são os dois fatores mais importantes para o futuro”, afirma Sicot.

Além das melhoras na versão padrão do software, a SolidWorks também lançou dois programas para clientes com necessidades mais específicas: o Plastic, para indústrias que trabalham com moldes plásticos, e o Eletrical, que facilita a integração dos projetos das partes elétrica e mecânica.

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