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Cognita chega ao País com compra da escola Cidade Jardim/PlayPen, na zona oeste de São Paulo

Agência Estado

O grupo inglês Cognita, ligado à rede C&A, acaba de entrar no mercado educacional brasileiro ao comprar a escola Cidade Jardim/PlayPen, na zona oeste de São Paulo. Os planos do novo dono é manter diretriz pedagógica, coordenadores e professores da escola, que existe há 31 anos.

Segundo a empresa, é o primeiro passo no mercado brasileiro e da América Latina. A Cognita tem 58 escolas pelo mundo. "Nossos planos são que mais escolas se unam ao grupo e sigamos crescendo na América Latina e no Brasil, em particular", explica Adriano Figueiredo, um dos diretores da Cognita. Já há estudo para aquisições em São Paulo e em outras cidades.

Segundo Figueiredo, a política do grupo é não interferir no currículo e na filosofia das escolas. No caso da PlayPen, até a diretora e antiga dona, Guida Machado, vai continuar na escola.

Guida conta que decidiu vender quando percebeu que a escola precisava crescer. "Eu me preocupava com a perenidade e a escola foi ficando pequena. Foi decisivo saber que o grupo não mudaria nossa filosofia", diz ela. Os valores do negócio não foram divulgados.

Mesmo não revelando o preço, Guida afirma que tudo "foi muito bem avaliado". A escola funciona em um prédio assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, localizado entre o Jockey Club e o Parque Alfredo Volpi.

A escola foi pioneira em ensino bilíngue - com currículo 50% em inglês e 50% em português. São 500 alunos, da educação infantil ao 9.º ano, período semi-integral no ensino fundamental. As mensalidades variam de R$ 2,8 mil a R$ 3,2 mil.

Há cerca de 15 dias, os pais foram avisados da negociação pela diretoria. A reação foi positiva, segundo a escola.

O casal Fabiana e Alberto Menache gostou da notícia. "O espaço físico é um pouco limitado para as crianças mais velhas. Agora, com a entrada do investidor, espero que melhore", disse Alberto, de 39 anos. Eles já tinham uma filha de 7 anos na escola e, segundo Fabiana, a notícia foi essencial para matricularem o menino de 1 ano e 2 meses. "Achei que era a hora certa, porque depois vai ser difícil matricular."

O plano é oferecer o ensino médio o mais breve possível. "No ensino fundamental, a escola não vai crescer mais e continuará com três turmas por série, com o máximo de 25 alunos por classe", disse Guida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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