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Maior produtora de aços planos do Brasil encerrou setembro com dívida líquida de R$4,1 bilhões ante R$3,4 bilhões no mesmo período de 2011

Reuters

A Usiminas, maior produtora de aços planos do Brasil, encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 125 milhões de reais, acima do esperado por analistas e revertendo resultado positivo de um ano antes, apesar de vendas maiores de aço na comparação anual.

A companhia divulgou vendas de aço de 1,749 milhão de toneladas ante 1,406 milhão no terceiro trimestre do ano passado, mas o custo de produtos vendidos passou de 2,48 bilhões para 2,95 bilhões de reais.

Enquanto isso, as despesas operacionais totais cresceram de 116,5 milhões de reais no terceiro trimestre do ano passado para 283,9 milhões nos três meses encerrados em setembro.

A média de 11 previsões de analistas compilada pela Reuters indicava que a Usiminas fecharia o trimestre com prejuízo de 91 milhões de reais.

No segundo trimestre, a empresa já havia sofrido prejuízo de 87 milhões de reais, e nos nove primeiros meses deste ano acumula resultado negativo de 248 milhões de reais, em meio ao alto custo de matérias-primas e insumos e demanda interna e externa deprimidas.

O resultado da Usiminas foi divulgado na sequência do balanço da rival CSN, que na véspera publicou queda de 85 por cento no lucro do terceiro trimestre, também pressionada por aumento no custo de produtos vendidos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 150 milhões de reais, sensível queda ante os 343 milhões registrados um ano antes. No período, a margem passou de 11,5 para 4,4 por cento.

Analistas tinha expectativa média de geração de caixa medida pelo Ebitda de 213,6 milhões de reais, com margem de 6,7 por cento.

A companhia, que desde o início do ano conta com nova administração após a entrada do grupo ítalo-argentino Techint no seu bloco de controle, encerrou setembro com dívida líquida de 4,1 bilhões de reais ante 3,4 bilhões no mesmo período de 2011.

A receita líquida total somou 3,39 bilhões de reais ante cerca de 3 bilhões no terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o período de abril a junho, houve alta de 5 por cento no faturamento.

Por área de negócios, a siderurgia apurou uma margem Ebitda de 2 por cento no terceiro trimestre, queda ante os 6 por cento do segundo trimestre e os 3 por cento de um ano antes. Já a área de mineração, viu sua margem recuar para 36 por cento, ante 47 por cento entre abril e junho e 61 por cento no mesmo período de 2011.

"A expectativa é de melhora do ambiente de negócios para os próximos trimestres à medida que a economia reage aos incentivos monetários", afirmou a Usiminas no balanço, citando queda de juros, incentivos fiscais e de crédito e queda no custo de energia elétrica.

Diante da perspectiva de melhoria, a área de produtos para bens de capital teve margem Ebitda passando de 9 por cento há um ano para 12 por cento, enquanto transformação teve ligeiro recuo de 5 para 4 por cento, mas melhora sobre o segundo trimestre, quando havia sido zero.

A companhia terminou o trimestre com caixa de 4,77 bilhões de reais ante 5,5 bilhões ao final de setembro de 2011.

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