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No ano até setembro, as vendas acumulam alta de 1,3%, bem abaixo da previsão da Abramat, a associação que representa o setor, de crescimento de 3,4%

Reuters

A indústria brasileira de materiais de construção deve encerrar 2012 com crescimento real -descontando a inflação - próximo de zero, segundo o presidente da associação que representa o setor no país, Abramat.

Em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na quarta-feira, Walter Cover apresentou um balanço das vendas setor e afirmou que dificilmente o atual cenário poderá sofrer alteração até o final do ano, informou a entidade em comunicado.

A indústria de materiais vem sofrendo com vendas abaixo do esperado ao longo de 2012. No ano até setembro, as vendas acumulam alta de 1,3 por cento, bem abaixo da previsão da Abramat para 2012, de crescimento de 3,4 por cento. Essa estimativa já foi reduzida em relação à alta de 4,5 por cento esperada inicialmente.

Segundo Cover, as vendas da indústria ao varejo terão desempenho melhor que aquelas às construtoras, em decorrência principalmente das construções de moradias estarem em fase de acabamento.

Diante deste cenário, os produtos de acabamento devem ter crescimento maior que o de itens básicos ante 2011.

As principais razões para o desempenho aquém do esperado, segundo Cover, estão relacionadas ao cenário econômico de desaceleração do crescimento e fatores como dificuldade de obtenção de crédito pelas famílias, importação de materiais, redução no ritmo das obras imobiliárias e de infraestrutura.

Na reunião, Cover destacou a necessidade de aumentar os recursos de crédito destinado às reformas e ampliações de moradias e de manter a desoneração de impostos federais e da folha de pagamentos.

No final de outubro, o governo aprovou as regras para financiamento de materiais de construção utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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