Tamanho do texto

Ganho líquido baseado no custo atual de abastecimento (CCS) foi de US$6,1 bilhões, queda sobre os US$7,2 bilhões de um ano atrás

Reuters

A Shell, segunda maior companhia petrolífera do mundo e vista como dona de alguns dos melhores ativos de produção no setor, apresentou nesta quinta-feira um cenário de produção menor no terceiro trimestre, parecido com o de outras companhias do setor.

Os lucros vieram acima das expectativas graças à força temporária nas margens de refino, mas isso mascarou um fraco trimestre em termos de indicativas para o longo prazo das maiores companhias de petróleo do mundo.

A Shell registrou um lucro líquido baseado no custo atual de abastecimento (CCS) de 6,1 bilhões de dólares, queda sobre os 7,2 bilhões de um ano atrás.

Desconsiderando os encargos baseados em baixas contábeis por baixos preços de gás nos EUA, mudanças fiscais no Reino Unido e outros fatores, o resultado foi de 6,6 bilhões de dólares, acima das previsões de analistas, de 6,3 bilhões, com margens de refino melhores do que as esperadas.

A suspensão da produção na Nigéria devido a falhas de segurança no país contribuiu para uma queda de 5 por cento na produção global líquida. A produção de gás caiu 4 por cento.

Mesmo levando esses fatores em conta e outros eventos não recorrentes, a produção de petróleo e gás da Shell cresceu apenas 1 por cento. A luta pelo crescimento da produção tem sido um destaque na temporada de resultados do terceiro trimestre para as principais petrolíferas, até agora.

A companhia disse que os encargos líquidos no trimestre foram de 432 milhões de dólares, que também inclui 134 milhões de dólares em "disposições legais e ambientais", contra um ganho líquido de 245 milhões de dólares na comparação anual.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.