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Segundo o diretor executivo comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, a companhia espera que o patamar recorde de produção de aço do terceiro trimestre, de cerca de 1,6 milhão de toneladas, se sustente no começo do próximo ano

Reuters

A Companhia Siderúrgica Nacional trabalha com uma perspectiva de melhora de margens e recuperação do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no começo de 2013, diante de esperada redução nos custos com matérias-primas como carvão e minério de ferro, afirmaram executivos da empresa a analistas, nesta quinta-feira.

A perspectiva ocorre depois que a CSN divulgou na véspera queda de 37 por cento na geração de caixa medida pelo Ebitda no terceiro trimestre, apesar de ter batido recorde de vendas de aço no período .

"Nossa expectativa para 2013 é de queda (nos preços) das principais matérias-primas. Temos visto acontecer com sucata. A expectativa é que o minério de ferro se mantenha entre 100 e 120 dólares por tonelada, enquanto o carvão já teve uma redução significativa", disse o diretor executivo de relações com investidores da CSN, David Salama.

Às 11h58, as ações da CSN reduziam queda do início dos negócios, operando em baixa de 0,71 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,65 por cento.

Segundo o diretor executivo comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, a companhia espera que o patamar recorde de produção de aço do terceiro trimestre, de cerca de 1,6 milhão de toneladas, se sustente no começo do próximo ano com o cenário mais positivo para a economia brasileira.

A empresa trabalha com uma previsão de vendas em 2012 de 27 milhões a 28 milhões de toneladas de minério de ferro, ante expectativa anterior de 29 milhões, que foi alterada após o forte período chuvoso que atingiu o início de 2012 e afetou operações de várias mineradoras que operam em Minas Gerais.

A CSN trabalha com perspectiva de aumento de investimentos em mineração no próximo ano, mas os dispêndios serão marcados por forte foco em disciplina financeira, disse Salama.

O executivo afirmou que "não faremos nada que prejudique ou que alavanque de forma substancial a empresa nos próximos anos", depois que a relação dívida/Ebitda cresceu no terceiro trimestre diante da queda na geração de caixa.

Perguntado sobre eventual real interesse nos ativos que a alemã ThyssenKrupp está vendendo no Brasil e nos Estados Unidos, que incluem a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), Salama respondeu apenas que a CSN "não tem nada de concreto em relação a isso".

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