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Companhia divulga hoje resultado que será penalizado pela queda de 7,4% nas vendas

A EDP Energias do Brasil vai apresentar hoje, logo após o fechamento do mercado, um resultado bem menos robusto do que o visto no terceiro trimestre de 2011. A empresa deve anunciar uma desaceleração no lucro líquido do terceiro trimestre, que segundo projeção baseada na estimativa de duas casas (Citi e J. Safra), deve atingir R$ 26,5 milhões.

O resultado 71,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior já era esperado. No dia 16 de outubro, a companhia comunicou o mercado que houve uma redução de 7,4% no volume de energia vendida no período que alcançou 2.012,3 gigawatts/hora (GWh). No mesmo sentido, ocorreu queda de 8,8% no consumo industrial no período, enquanto a energia em trânsito consolidada no sistema de distribuição (USD), destinada ao atendimento do consumo dos clientes livres, caiu 0,3%.

Ainda de acordo com as estimativas do mercado, a EDP Energias do Brasil deve divulgar queda também no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) que pode encerrar o período em R$ 265 milhões. Segundo os analistas, os impactos são motivados pelos altos preços no mercado spot, assim como pelos atrasos no início das operações da termelétrica de Pecém, que obrigou a companhia a comprar energia de terceiros para cobrir seus compromissos comerciais.

Já a receita líquida deve totalizar R$ 1,45 bilhões, com alta de 9,85% na comparação, motivado, principalmente, pela alta (11,3% em média para os usuários finais) nas tarifas da distribuidora Escelsa. “Em distribuição, os custos mais elevados da geração de energia de reserva e os custos influenciados pela desvalorização do real sobre o dólar continuam a pressionar o lucro, mas esses custos são repassados diretamente para as tarifas e, consequentemente, neutros para a valoração”, ponderam os analistas da Citi por meio de relatório.

Retomada

Se as projeções para o terceiro trimestre são baixas, para o longo prazo o cenário é diferente. Nos planos da empresa estão a adição de 308 megawatts médios (MW) com a incorporação de novos projetos de geração, que devem contribuir com R$250 milhões para o Ebitda de 2013.

“O projeto de geração Jari deve somar R$198 milhões ao Ebitda de 2015. Já o projeto Feijão, deve somar 25,7 MW médios, contribuindo com R$25 milhões em 2016”, destaca Sérgio Tamashiro do J.Safra.

A companhia não possui concessões expirando antes de 2024, oferecendo à Energia do Brasil pouca exposição à Medida Provisória 579, que impõe novas tarifas para o setor.

Porém o analista do J.Safra ressalta que o terceiro ciclo de revisão tarifária, programado para o terceiro trimestre de 2013, deve reduzir o Ebitda da distribuidora Escelsa em 17% para R$ 270 milhões que será vista em 2014. “No longo prazo, estamos também considerando um crescimento de 2,7% ao ano nas vendas no mercado cativo, em média para toda classe de consumidores”, ponderou o analista por meio de relatório.

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