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Batizada de Crescent for Bioenergy, ferramenta tem como objetivo elevar fatia no segmento, atualmente de 3% a 4% dos negócios no país

Para reforçar sua presença no Brasil, após dois anos de sua chegada, a companhia de serviços de tecnologia da informação CPM Braxis Capgemini passa, a partir de hoje, a adotar apenas o nome da controladora francesa Capgemini. Para iniciar esta nova fase, a empresa anunciou ontem investimentos de R$ 3 milhões em solução SAP Cloude (solução na nuvem) para a área de agronegócios, batizada de Crescent for Bioenergy.

“Estamos apostando nessa ferramenta por que estas empresas estão crescendo de forma agressiva no Brasil, especialmente as do setor de açúcar e álcool. Vamos fechar os primeiros clientes já neste quarto trimestre”, garantiu José Luiz Rossi, CEO da empresa.

Atualmente, o segmento de agronegócios representa cerca de 3% a 4% do total de negócios no país e 1,2% da receita local. “A ideia é ampliar esta porcentagem”, diz Rossi, sem detalhar de quanto deve ser este aumento. A Capgemini já oferece soluções ao setor de agronegócios, mas a novidade, segundo Rossi, é a solução em nuvem, em parceria com a SAP.

Já o processo de mudança do nome ocorre exatamente dois anos após a francesa Capgemini estrear no mercado local, com a aquisição de 55% do controle da brasileira CPM Braxis. Atualmente, a CPM Braxis tem como sócios a Caixa Econômica Federal (22%), o Bradesco (20%) e minoritários ( 3%). Na época da assinatura do contrato ficou definido que, após três anos, a Capgemini tem a opção de comprar os 45% restantes.

Desde 2010, a empresa conquistou seu espaço no Brasil. Segundo Rossi, o market share da empresa cresceu de 3,4% para 3,6% do mercado de tecnologia da informação. Além disso, o número de funcionários cresceu de 5 mil para 6,7 mil. A companhia tem unidades em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo e tem entre seus clientes bancos, empresas de telefonia e governo. “Expandimos nossa participações. É um balanço muito positivo nestes dois anos no país”.

De acordo com o executivo, o Brasil tem uma presença estratégica para os negócios globais. Tanto que dos € 9,7 bilhões de receita no mundo em 2011, 7% são dos mercados emergentes. “No Brasil, ainda há muita oportunidade porque o próprio sistema de informação vai crescer mais”.

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