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Um ano antes, a companhia, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, havia apurado perda de R$1,1 bilhão

Reuters

A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, divulgou nesta segunda-feira o quinto prejuízo trimestral seguido, num resultado abaixo do esperado pelo mercado, mas que mostrou evolução sobre as perdas nas comparações anual e trimestral.

A companhia teve prejuízo líquido de 212 milhões de reais no terceiro trimestre, ante expectativa média de seis analistas obtida pela Reuters de resultado negativo de 88 milhões de reais. Um ano antes, a Fibria havia apurado perda de 1,1 bilhão de reais e no segundo trimestre a última linha do resultado havia sido negativa em 524 milhões de reais.

A receita de julho a setembro aumentou 7 por cento sobre um ano antes, para 1,556 bilhão de reais, auxiliada pelo dólar valorizado frente ao real e pela retomada da demanda da China por celulose. O volume de vendas de celulose, na mesma base de comparação, subiu 2 por cento, a 1,268 milhão de toneladas.

A empresa apurou uma geração da caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de 573 milhões de reais, num salto de 20 por cento sobre o terceiro trimestre de 2011. Analistas esperavam Ebitda de 568 milhões de reais.

A margem Ebitda trimestral foi de 37 por cento, alta de quatro pontos percentuais sobre um ano antes.

No trimestre passado, a produção de celulose cresceu 2 por cento na comparação anual e avançou 4 por cento em relação ao período de abril a junho, para 1,322 milhão de toneladas.

A Fibria informou no balanço que o custo caixa de produção de celulose correspondeu a 491 reais por tonelada, queda de 3 por cento sobre o segundo trimestre e aumento de 2 por cento na comparação com igual período do ano passado.

Porém, excluindo efeito de paradas de manutenção o custo caixa de celulose foi de 457 reais por tonelada, estável sobre o segundo trimestre. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2011, o custo sem considerar variações cambiais foi 1 por cento menor.

A empresa fechou o trimestre com dívida líquida de 8,557 bilhões de reais, queda de 10 por cento em 12 meses. A relação dívida sobre Ebitda, porém, passou de 4,2 para 4,5 vezes no intervalo.

(Por Alberto Alerigi Jr.)