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Empresa contratou um escritório de advocacia em Portugal para questões de legislação relacionadas ao acordo

A Avianca , via seu controlador, o Grupo Sinergy, contratou o escritório de advocacia Linklaters, com atuação na Europa, Ásia e também com escritório no Brasil, para cuidar dos aspectos legais e de legislação relacionados à compra da estatal portuguesa TAP. Além disso, informou a Avianca, a estrutura da proposta para compra da TAP já está fechada, sem informar o valor da negociação.

Segundo fonte do setor, o escritório da Linklaters em Portugal foi acionado para que os responsáveis pela negociação de compra pela Avianca tenham acesso a questões de legislação portuguesa e da comunidade europeia. Sites portugueses informam ainda que o advogado Jorge Bleck, um dos sócios do escritório de advocacia, ficará à frente do trabalho para a Avianca. Pelo lado do governo, acionista controlador da TAP, a representação jurídica está a cargo do escritório Vieira de Almeida & Advogados.

Ainda segundo a mesma fonte, a contratação da Linklaters pode ser um sinal de que os donos da Avianca também consideram a possibilidade de fazer valer a cidadania polonesa dos irmãos German e Jose Efromovich dentro da negociação. A outra possibilidade envolve a entrada de investidores estrangeiros na operação. Antes de apenas a Avianca se manter no páreo, a Alitalia e a IAG, resultado da fusão da Britsh Airways com a Iberia, demonstraram interesse na aérea portuguesa. Mas não preencheram os requisitos necessários. A imprensa portuguesa noticiava ontem que a Alitália não teria apresentado provas de solidez financeira e a IAG não teria feito proposta pela totalidade da TAP.

Enquanto a operação TAP-Avianca não se concretiza, a companhia no Brasil trabalha para ampliar suas operações e estuda, assim como as demais empresas do mercado, aumento nos preços das passagens. Tarcísio Gargioni, vice-presidente Comercial da Avianca, explicou que desde o começo de outubro a empresa vem operando com dez frequências (ou 20 voos diários) na ponte aérea Rio-São Paulo. No começo do ano eram oito frequências. O chamado “filé” da aviação comercial continua sendo um dos que apresenta as melhores taxas de ocupação. No caso da Avianca, a média varia de 79% a 81%.

“O mercado da ponte aérea é o principal no país e nosso aumento de frenquências visa atender melhor nosso cliente corporativo com uma distribuição mais equilibrada. Não temos muita flexibilidade de slots. Mas fizemos alguns remanejamentos em Santos Dumont e Congonhas para abrir uma janela de oportunidades. Na primeira semana já tivermos uma excelente resposta de procura”, disse Gargioni.

Quanto ao aumento de passagens aéreas, ele afirmou que é, de fato, inevitável a alta dos preços.

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