Tamanho do texto

Modelo é arma da montadora francesa para alcançar a Ford, quarta colocada no ranking brasileiro, que produzirá o global EcoSport na Rússia

Carro global e o queridinho da Ford brasileira, o EcoSport vai ganhar o mundo. O diretor da empresa para as Américas, Jim Farley, disse que o carro será produzido na Rússia. Até então, a Ford havia anunciado que o modelo ia ser produzido na China e na Índia. “A estratégia é acelerar os investimentos e sair de produtos regionais para os realmente globais. O EcoSport é um exemplo disso”, disse.

O modelo será vendido na Europa, mas a montadora ainda não decidiu qual fábrica irá abastecer o mercado local. Entretanto, com o anúncio do início da produção na Rússia, é provável que os consumidores da Europa comprem um carro de lá. “Os estudos continuam para possíveis mercados para o modelo, inclusive os Estados Unidos. A demanda maior pelo modelo está em países com características parecidas com o perfil brasileiro”, disse o executivo.

Farley acrescentou que a marca deve continuar o ritmo forte de investimentos no Brasil. A Ford, para defender a quarta posição no mercado local, tem um plano de aportar R$ 4,5 bilhões no Brasil, de 2010 a 2015.

Variações sobre o Duster

E a Ford tem que se resguardar mesmo. Em sua cola, está a francesa Renault. A empresa deve aumentar o portfólio em breve. Segundo o diretor para as Américas, Denis Barbier, a montadora pode trazer para cá a produção de novos modelos derivados do utilitário Duster. Hoje, no mundo, oito modelos são provenientes da mesma plataforma.

“O crescimento da marca no país representa também aumento de volume e rede. Temos que agregar mais produtos em nosso catálogo para crescer num mercado cada vez mais competitivo”, disse Barbier. A Renault tem 6% de participação nas vendas de automóveis do país e espera até 2016 chegar a 7%.

O Brasil, segundo o executivo, é hoje o segundo maior mercado da montadora no mundo, perdendo apenas para a França. “Em 10 anos o Brasil passou da 10ª posição para a 2ª. Hoje, o país representa um terço das vendas da América Latina, região que vende 15% de todos os nossos produtos no mundo. O mercado é importantíssimo para a marca”, disse o executivo.

Outra francesa que está no retrovisor da Ford é a Peugeot-Citroën (PSA). A empresa, que passou por maus momentos este ano, com atraso na retomada da produção em fevereiro em razão das obras na unidade de Porto Real (RJ), pode fechar o ano com vendas em torno de 180 mil carros, entre as marcas Peugeot e Citroën. “Vamos lançar o compacto 208, que foi mostrado em Paris, em abril. A fábrica está sendo preparada para a produção do modelo. O ritmo de produção será de 40 veículos por hora, contra 29 atualmente”, disse o presidente da empresa, Carlos Gomes.

Leia mais notícias de economia, política e negócios no jornal Brasil Econômico

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.