Tamanho do texto

Presidente da empresa, Paulo Godoy defende aperfeiçoamento dos leilões para novos empreendimentos no setor

A CPFL Geração planeja dobrar, nos próximos cinco ou seis anos, sua capacidade de gerar energia. A afirmação foi feita pelo presidente da empresa, Paulo Godoy. Para atingir esta meta, vamos buscar novas parcerias, além de investir no melhor aproveitamento dos ativos que já temos, como a usina de Tapajós”, disse Godoy nesta terça-feira, 23, na abertura do Congresso Brasileiro de Energia, no Rio de Janeiro.

Eletrobras Eletronuclear não descarta novos atrasos em Angra 3

Durante o evento, o presidente da CPFL Geração defendeu ainda mudanças no formato dos leilões para novos empreendimentos do setor de energia. “É preciso que haja um aperfeiçoamento dos leilões no que diz respeito às fontes de energia e também à localização geográfica”, afirmou.

Segundo Godoy, é importante considerar todos os tipos de energia ao na programação dos próximos leilões, como as fontes intermitentes de energia, caso da eólica, e as fontes inflexíveis , como a nuclear. Em relação à localização geográfica, ele ressaltou a necessidade de se fazer um leilão de energia térmica no Sul do País, que “já apresenta um déficit preocupante”.

O executivo criticou ainda o excesso de preocupação com as questões ambientais. “O setor elétrico foi covarde frente às questões ambientais, o que levou as empresas a abandonarem os projetos de usinas com reservatórios. O preço dessa decisão pode ser visto agora com o uso das termoelétricas para suprir a demanda de energia do País”, polemizou.