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Montadora vai parar a fábrica no Paraná que é responsável por 80% das vendas no mercado brasileiro, entre dezembro e fevereiro, para ampliar a capacidade de 220 mil automóveis para 320 mil, num investimento de R$500 milhões

Reuters

O início do próximo ano será desafiador para a montadora francesa Renault que estima uma queda de 25% nas vendas no Brasil do primeiro trimestre do ano que vem frente ao mesmo período de 2012, afirmou o presidente da montadora no país nesta segunda feira.

A montadora vai parar a fábrica responsável por 80% de suas vendas no mercado brasileiro, localizada no Paraná, entre início de dezembro e começo de fevereiro, para ampliar a capacidade de 220 mil automóveis para 320 mil, num investimento de R$500 milhões.

"Vai ser um ano desafiador, queremos ampliar nossa participação de mercado, mas teremos 10 meses para fazer isso", disse o presidente da Renault no Brasil, Olivier Murguet.

A montadora segue com meta de chegar a 8% de participação nas vendas no Brasil em 2016, ante 6,7% nos primeiros nove meses de 2012. No mesmo período de 2011, a Renault registrou fatia de 5,2%.

Murguet falou durante o primeiro dia de imprensa do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, onde apresentou o compacto elétrico para duas pessoas vendido na França Twizy.

Apesar de custar cerca de 7 mil euros, Murguet afirmou que não há chance de venda do modelo no Brasil enquanto o governo não equalizar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos elétricos, de 55%, em relação aos 7% aplicados a modelos a gasolina.

"Sem isso, não tem nenhuma chance de ser vendido, custaria uns R$100 mil", afirmou, acrescentando que a Renault está conversando com o governo sobre a equalização do IPI e incentivos para a venda de modelos elétricos.

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