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Empresa está de olho no aumento da demanda no mercado local, com a entrada de novos fabricantes de chassis de ônibus e máquinas agrícolas. A meta é produzir 5 mil unidades por ano

De olho na recuperação do mercado Argentino, a fabricante de motores diesel MWM International vai reativar sua fábrica na cidade de Jesus Maria, nos arredores de Córdoba. O presidente da companhia para a América Latina, José Eduardo Luzzi, disse que a companhia mantém naquele país somente os serviços de usinagem de peças do motor que é montado nas fábricas brasileiras. Por isso, os investimentos na reativação da unidade fabril será em torno de US$ 4 milhões.

“Não são recursos expressivos. É uma fábrica com cerca de 20 anos de operação, mas nos últimos 10 toda a produção de motor foi transferida para as unidades brasileiras. Agora, temos clientes que vão sustentar a reativação da montagem dos motores na Argentina”, disse Luzzi ao BRASIL ECONÔMICO.

O foco da MWM é o segmento de ônibus e máquinas agrícolas, em especial tratores de roda e pulverizadores. “Temos já acertado o fornecimento de motores para a Agrale que tem lá uma unidade de fabricação de chassi de microônibus. Além disso, existe uma aposta de o país ficará cada vez mais protecionista e assim dificultar as importações”, disse o presidente.

A fábrica da Argentina terá capacidade instalada de 5 mil motores anuais, sendo que no primeiro ano de operação serão produzidos cerca de 2 mil propulsores. O cronograma prevê reinício das atividades no fim deste ano ou, no máximo, início de 2013.

A estratégia da MWM de estar mais próximo do cliente não se resume somente na reativação da produção na Argentina. A empresa tem uma política de parceria com grandes montadoras para montagem de motores com a marca dessas companhias. Ela fez isso com a MAN Latin America, no ano passado, para a fabricação do motor Man que equipa o caminhão extrapesado TGX. Neste ano, a MWM firmou a mesma parceria com a General Motors.

No caso da GM, a MWM fornece o motor diesel para a picape S10, produzida na fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Para essa empreitada, a companhia investiu US$ 80 milhões. Os recursos, segundo Luzzi, foram utilizados no desenvolvimento do motor e na adaptação da linha de montagem dedicada para o montadora americana.

“Destinamos uma parte de nossa fábrica de Canoas, no Rio Grande do Sul, para esse projeto. A capacidade de produção dessa linha é entre 40 mil a 45 mil motores por ano. É um segmento importante para a MWM”, disse o executivo.

Para se ter uma ideia, o segmento de motores diesel para a indústria automobilística responde por 37% da produção da MWM no Brasil. O restante é divido para motores para outras aplicações, como máquinas agrícolas. Neste ano, a empresa deverá produzir no país 120 mil unidades, uma queda de 30 mil em relação a 2011. “O mercado de caminhões está em retração este ano”, explicou Luzzi.

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