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De acordo com as duas companhias, os interesses dos governos da França, Alemanha e Grã-Bretanha não puderam ser adequadamente conciliados impedindo um acordo para criar o maior grupo aeroespacial do mundo

Reuters

As negociações para a fusão de US$45 bilhões entre EADS e BAE Systems fracassaram nesta quarta-feira, quando os governos da França, Alemanha e Grã-Bretanha não conseguiram chegar a um acordo para criar o maior grupo aeroespacial do mundo.

As companhias europeias estavam trabalhando com o prazo até às 13h (horário de Brasília) para encerrar a tentativa de fusão ou pedir mais tempo aos reguladores.

Em nota, a BAE afirmou ter ficado claro que os interesses dos governos não puderam ser adequadamente reconciliados um com o outro ou com os objetivos que a empresa britânica e a EADS firmaram para a fusão.

"A BAE Systems e a EADS decidiram então ser do melhor interesse das companhias e de seus acionistas encerrar as discussões e continuar a focar no desenvolvimento de suas respectivas estratégias", afirmou a empresa.

Diversas fontes próximas às negociações disseram que a chanceler alemã Angela Merkel se opôs à proposta de fusão entre a controladora da fabricante dos aviões Airbus e o grupo de defesa britânico BAE. "Merkel é contra o acordo mas não deu os motivos para isso", disse uma fonte envolvida nas negociações.

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