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CEO da companhia europeia, Karl-Heinz Streibich prevê que o país será o segundo maior mercado global em três anos

A alemã Software AG espera fazer do Brasil seu segundo maior mercado no mundo dentro de três anos, ultrapassando o país de origem da empresa e a Espanha, e ficando atrás apenas dos Estados Unidos em receita. As perspectivas de crescimento atraíram o presidente mundial da empresa, Karl-Heinz Streibich, a uma visita ao país na última semana, quando se encontrou com clientes locais.

Para atingir as perspectivas de crescimento, em março deste ano Streibich optou por designar um executivo brasileiro para gerir a operação pela primeira vez. Com a decisão, Carlos André assumiu o cargo no lugar do inglês Antony Foley, que passou a comandar a América Latina, com a meta de levar o país da quarta para a segunda colocação mundial em vendas.

Para isso, o executivo tem feito novas contratações e criado novas áreas dentro da companhia. Em setembro, a empresa ampliou suas equipes de vendas e pré-vendas, com a entrada de três novos executivos: Ivan Pires, Paulo Castro e André Sales.

Nova estratégia

O crescimento local, além do crescimento do mercado, é resultado de uma estratégia global instituída por Streibich nos últimos anos. Até 2003, quando o executivo assumiu o controle da alemã, a Software AG estava focada em vender banco de dados, mercado que já se estagnou, segundo a empresa.

Na época em que assumiu o comando da companhia, o executivo entendeu que precisava buscar um novo foco e, em nove anos, criou um negócio voltado para o gerenciamento de processos de negócios (BPM, na sigla em inglês).

Hoje esta área ganhou importância na receita e representa metade do faturamento da companhia, ou seja, cerca de ¤ 500 milhões ao ano (aproximadamente R$ 1,3 bilhão). “O próximo passo é o Big Data. Queremos dobrar a receita nessa área todo ano nos próximos cinco anos”, afirma Streibich, se referindo aos sistemas voltados para gerenciamento e análise de grandes quantidades de dados, a nova tendência do mundo da tecnologia.

Negócio promissor

A expectativa do presidente é que as soluções deste tipo gerem uma receita entre ¤ 7 milhões e ¤ 10 milhões no Brasil em 2013 (até R$ 26 milhões). Segundo André, a empresa está saindo “do zero” neste ano, em que está focada em “evangelizar” o mercado, ou seja, explicar aos clientes os benefícios dos sistemas.

Streibich conta que a Visa já é cliente dessa área fora do Brasil em um sistema on-line antifraude que funciona durante a realização das transações. “Estamos conversando com algumas empresas no Brasil”, afirma, sem revelar quem seriam os possíveis clientes locais.

Atualmente, a companhia tem em sua carteira empresas como Grupo Pão de Açúcar, Banco do Brasil, Itaú e Oi. O governo também é um mercado importante para a Software AG no Brasil, segundo Streibich, e um dos clientes é o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). “Nosso foco são todas as instituições que lidam com uma grande quantidade de dados”, afirma.

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